Moradores antigos sentem saudades
Paranaguá faz 350 anos de bem com a população. Embora sintam saudades da calmaria dos tempo em que a cidade tinha 50 mil habitantes, os moradores mais antigos acham que a cidade melhorou muito e oferece mais oportunidades para os jovens. Antes só havia os armazéns de café, lembra o aposentado José de Jesus, 61 anos, que trabalhava num armazem de café.
Marcelo Almeida...nos mínimos detalhes, por dentro e por foraPara Jesus antigamente havia muita violência. Por causa dos nordestinos que vinham trabalhar aqui. Todos sempre andavam armados. Hoje está mais calmo; não se vê roubos e mantança, afirma. Mas nem todos lembram assim do passado. A cidade era o centro, era como se fosse uma família, lembra o funcionário federal aposetando Amilton Aquim, 59 anos, que trabalhava no Instituto Brasileiro do Café.
Aquim conta que conhecia pelo nome todos os moradores da cidade. Tenho saudade do Velho Mercado Municipal, que era o encontro das famílias, fala Aquim. Do café com bolinho de graxa. O aposentado acredita que isso possa voltar agora com as recuperações que pretende fazer a prefeitura.
Ao contrário de Jesus, Aquim acha que hoje existe bem mais violência que antes. Antes a gente saia na rua, na mata e ninguém abordava ninguém, afirma. O funcionário federal diz que a cidade ficava dez anos sem um crime e que, quando acontecia, era um escândalo. Hoje acontecem crimes de hora em hora, compara.
O paulista de Franca Antônio Costa Filho, 71 anos, chegou a Paranaguá aos 11 anos e adotou a cidade. Isso daqui era só areia, não tinha nada construído, lembra. Conformado com as transformações arquitetônicas, Costa só sente saudade de quando era jovem e se divertia no Clube de Natação e Regatas Comandante Santa Rita.J.A.





