Moradores ainda enfrentam problemas por conta da chuva
Os moradores do bairro Chácara São Miguel (zona sul) ainda enfrentam problemas decorrentes do temporal do dia 11. O estudante Marcelo Augusto, de 15 anos, morador da Rua Geraldo Júlio, às margens do Rio Cafezal, relata que a casa dele foi tomada pelas águas e que a família perdeu todos os bens. Logo ao entrar no imóvel é possível ver a marca do nível da água, que chegou a 1,1 metro. "A água subiu muito rápido. Só deu tempo de salvar os documentos, mas os móveis e eletrodomésticos não puderam ser salvos", lamentou.
Os mantimentos e as roupas também foram perdidos. O fogão ficou cheio de lama e foi completamente inutilizado. A força das águas também carregou a geladeira. A família foi obrigada a se mudar. Augusto conta que agora mora na casa do primo Maicon Oliveira, de 15 anos, que também presenciou a destruição. "Nunca tinha visto nada igual. Nós ficamos isolados. Para quem teve de atravessar para o outro lado, teve de recorrer aos bombeiros, que faziam essa transposição com o bote deles", relatou.
A dona de casa Terezinha Borba de Jesus conta que a água levou vários animais de estimação da vizinhança. "Os cachorros, gatos e as galinhas morreram todos. Agora está um mau cheiro aqui insuportável", relatou. Ela ficou três dias sem água. "Não cheguei a ver a força das águas, pois foi de madrugada, mas o meu marido falou que se eu tivesse visto cairia para trás", relatou. A água chegou a invadir o paiol, mas por sorte ele estava vazio no momento da chuvarada. Mas a produção de mandioca foi toda levada.
Já o veterinário Paulo Verne, funcionário de uma cooperativa, destacou que continua sem água em casa e que tem se abastecido com a água da empresa em que trabalha. A casa dele foi invadida pela lama e até agora ele não conseguiu limpá-la. "Estou com a minha casa cheia de barro e estou sem água. A água vem da casa de passagem dos índios e invade a minha propriedade", criticou. (V.O.)





