Associações de moradores da zona sul podem aceitar mudança no lugar de instalação da passarela de pedestre pela PR-445 (Rodovia Londrina-Mauá). Mas exigem, em troca, a construção de uma escola. A passarela é uma reivindicação que já provocou até protesto com fechamento da rodovia. Depois da mobilização popular, o prefeito Antônio Belinati (sem partido) anunciou que o município construiria a passarela. Mas cobrou a definição consensual entre os moradores dos bairros sobre o lugar da passarela.
O problema é que moradores de pelo menos dois bairros reivindicam a obra: do Conjunto Saltinho e do Jardim Tarobá. Ambos os bairros, que ficam a cerca de mil metros um do outro, localizam-se à direita da rodovia e não dispõem de infra-estrutura urbana - posto de saúde, hospital, escola, farmácia e supermercado - e os moradores são obrigadas a atravessar a rodovia.
Apesar de necessitarem da passarela, os dois bairros abririam mão de ter a passarela construída em suas próprias comunidades, desde que recebessem uma escola. ‘‘O Jardim Tarobá reivindica a passarela porque o bairro não dispõe nem de escola e toda a população depende da infra-estrutura existente do outro lado da rodovia’’, diz o presidente da Associação de Moradores, Aparecido Ferreira Ramos, acrescentando que a obra beneficiaria também moradores do Conjunto Cafezal, que passam pelo Tarobá para utilizar o Hospital da Zona Sul, no outro lado da rodovia.
Os mesmos argumentos são apresentados pelo presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Saltinho, Cícero da Silva. ‘‘Já temos até a área destinada à escola. Assim, pelo menos as crianças não precisariam atravessar a pista para estudar’’.
Mas nem mesmo esta posição é consensual. A presidente do Grupo de Mulheres do Saltinho, Benedita Cunha, afirma que a prioridade da passarela é dos moradores do seu bairro. ‘‘Outros bairros têm todo o direito de reivindicar. Mas fomos nós quem iniciou a mobilização e não vamos aceitar que a passarela seja construída em outro lugar’’.
O secretário de Obras José Righi de Oliveira garantiu ontem á Folha que o processo de licitação para a construção da passarela estará pronto um mês depois de os moradores definirem o lugar da construção. ‘‘A Prefeitura não pode é construir uma passarela em cada bairro’’.

mockup