‘‘Queremos ruas arborizadas, mas não com espécies que colocam em risco a segurança das pessoas e do seu patrimônio.’’ A declaração é do técnico-administrativo Eduardo Pio Polli, de 32 anos, que mora na Rua Alceu Segantini, 357, no Jardim Pérola (zona leste de Londrina).
Eduardo é apoiado pelo vizinho, o pastor Paulo Roberto Rossini, que mora ao lado, na casa de número 349. Em frente à casa deles há três pés adultos de grevíleas. As árvores medem aproximadamente 10 metros e, para os moradores, colocam em risco a integridade das casas, de carros eventualmente estacionados na rua e principalmente das pessoas. Além de que está quebrando a calçada e até o meio-fio.
Os moradores reclamam da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). ‘‘Há mais de quatro anos estamos pedindo para a prefeitura substituir as grevíleas por uma espécie adequada. Mas, lamentavelmente, somos obrigados a continuar convivendo com o medo de um acidente’’, enfatiza Eduardo Polli. ‘‘Se a AMA fizesse pelo menos uma poda, já diminuiria o problema’’, acrescenta Rossini.
Eles demonstram maior indignação quando olham para o outro lado da rua e vêem as árvores da mesma espécie e idade podadas, baixinhas. ‘‘Não compreendemos os critérios para autorização de podas. Por que as árvores plantadas do lado da rede elétrica podem ser podadas e as do outro lado não?’, questiona Débora Rossini, mulher de Paulo Roberto.
Segundo Eduardo Polli, na última tentativa de resolver o problema, a AMA informou que estava terceirizando os serviços de poda e corte, mas enviou um técnico para fazer vistoria. ‘‘Entrei em contato com a empresa e fui informado que faria o serviço mas cobraria R$ 70,00 por árvore’’, acrescentou Polli. Ele diz que o técnico da AMA assegurou que as árvores são resistentes e não representam perigo. ‘‘Se acontecer algum acidente, vamos processar o Município.’’
O gerente da Divisão de Parques e Jardins da AMA, Ocimar Toroco, confirma que o serviço de corte foi terceirizado, mas não se lembra dos pedidos dos moradores da Rua Alceu Segantini. ‘‘São mais de 40 pedidos por dia’’, diz Toroco. Ele explica que todos os requerimentos são encaminhados para o departamento técnico. ‘‘Se o parecer técnico é negativo, o requerimento simplesmente é arquivado.’’
Ocimar Toroco diz ainda que de modo geral a população não compreende os critérios para poda ou corte de árvores. ‘‘Há uma legislação federal definindo as condições para a execução desse trabalho. Se não se enquadrar, não adianta reclamar.’’

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