Moradores acusam ex-síndica de desviar R$ 160 mil em Maringá
Moradores do Conjunto Sandra Regina, condomínio de classe média com 96 apartamentos em Maringá, denunciaram na Justiça a ex-síndica Alizete Aparecida da Silva Sales, acusada de um rombo de R$ 160 mil. Ela é suspeita de superfaturar despesas, suspender o pagamento dos direitos trabalhistas dos seis funcionários e deixar de quitar contas. Por causa de uma dívida de R$ 9 mil em faturas atrasadas, a Sanepar penhorou mais da metade do terreno onde estão os seis blocos do condomínio.
Alizete Sales é acusada também de não recolher o INSS dos funcionários, débito que com multas já passa de R$ 92 mil. ''Ela superfaturava algumas contas, como aluguel de caçamba ou a cobrança de energia das áreas comuns'', disse o empresário Valdeir Batista Rosa, morador do condomínio.
A acusada, que ficou quase seis anos com síndica, alegou que um grupo ''de seis a oito moradores'' está contra ela ''para ficar com o cargo''. Alizete disse que todas as decisões de deixar de pagar contas e o INSS dos funcionários foram tomadas em assembléias. ''Nem todos os moradores compareciam, mas a decisão é válida'', argumentou.
Como vários moradores foram despejados por atrasar prestações dos apartamentos, a Caixa Econômica Federal assumiu as unidades. ''A Caixa não pagava o condomínio e a gente passava o maior sufoco'', disse ela. A ex-síndica garantiu que os moradores decidiram não pagar a dívida da Sanepar e usar o dinheiro para perfurar um poço artesiano.





