Moradores acham ossada perto de rio
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sexta-feira, 04 de abril de 1997
Paulo Ubiratan 
Moradores das proximidades do rio dos Apertados, nas margens da PR-445 (zona sul), encontraram ontem uma ossada humana. O perito criminal Luciano Gardano Elias Bucharles esteve no local e acredita que a ossada seja de uma mulher, tendo estado ali por mais de dois anos. Junto aos ossos foram encontrados uma calça jeans, um cinto de couro e um par de botas femininas em péssimo estado, dando a entender de que pertenciam à mesma pessoa.
A poucos metros da ossada foram encontrados também um chassi com a numeração raspada e três pneus velhos, provavelmente restos de desmanche de um carro. Bucharles afirmou que foi impossível identificar a marca do carro e não acredita que os objetos encontrados tenham relação com a ossada. O delegado do 4º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, vai investigar o caso.
Conforme levantamento feito na 10ª Subdivisão Policial, há mais de um ano não existe registro de mulheres desaparecidas. Após o levantamento feito pelo perito Buchales, a ossada foi recolhida para o Instituto Médico Legal (IML).
Os ossos serão remetidos para o IML de Curitiba, para que seja identificado o sexo por intermédio de exames. O instituto também vai determinar se a morte foi ou não violenta. Como a arcada dentária está perfeita, segundo o perito criminal, será possível até identificar a ossada. O Instituto de Criminalística reproduzirá, por intermédio de computador, as feições da pessoa, utilizando os ossos da cabeça que não foram destruídos pelo tempo.
Este é o segundo caso de aparecimento de cadáver na região de Londrina, em menos de dois anos. Em setembro de 1995, foi achada no então distrito de Tamarana uma ossada de mulher sem a cabeça. Até hoje continua o mistério: a ossada nunca foi identificada. Na época, a polícia levantou a hipótese de que o corpo havia sido jogado nu no local - também mais de dois anos antes. A polícia afirmou que a ossada era de mulher. Como a cabeça nunca foi encontrada, foi levantada a hipótese de que a pessoa teria sido morta para queima de arquivo ou vingança.
O caso da morte da prostituta Kátia Godiano de Lima, ocorrida em 19 de agosto do ano passado, seria mais um caso insolúvel, se seu corpo não fosse encontrado numa plantação de café, também em Tamarana. Ela foi morta com um tiro na cabeça e o principal suspeito pelo homicídio é o engenheiro Luís Fernando Sanches. Segundo o Instituto de Criminalísica, o tiro saiu do revólver calibre 38 do engenheiro.


