Moradora pede mais ações contra dengue
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O esforço da pedagoga Jacira Camargo Rocha para manter a casa livre de criadouros do mosquito transmissor da dengue contrasta com a situação de piscinas na vizinhança, que após meses de abandono transformaram-se em potenciais focos do Aedes aegypti. A preocupação dela aumenta à medida que os pedidos de solução ao poder público ficam sem resposta.
A solicitação mais recente, de acordo com a moradora do Jardim Londrilar, foi feita há 15 dias. Até ontem, nenhuma resposta havia sido encaminhada. Alguém tem que resolver essa questão. Há piscinas abandonadas dos dois lados da minha casa. Não adianta eu cuidar para evitar os focos se nada for feito, afirma.
A preocupação ficou ainda maior depois que uma parente de Jacira morreu no ano passado vítima da doença. De acordo com a pedagoga, o dinheiro público gasto em campanhas de conscientização está sendo desperdiçado, uma vez que as ações não estão sendo colocadas em prática.
A gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, informou que o órgão não recebeu comunicação oficial sobre o caso, mas que o problema deve ser resolvido em pouco tempo. Ela recomenda que as denúncias sobre focos da doenças sejam feitas através do Disque Dengue: 0800-4001893.
Uma ação concreta promovida pela Vigilância Epidemiológica foi o recolhimento de mais de 150 pneus em uma borracharia abandonada no Jardim Coliseu (Zona Norte). O material seria encaminhado para o aterro sanitário.
A retirada dos pneus faz parte da Ação 100% contra o Mosquito Aedes aegypti, que prevê visitas aos 180 mil imóveis da cidade. A força tarefa, que começou na segunda-feira passada, envolve 200 agentes de controle de endemias, 480 agentes comunitários do programa Saúde da Família, além de outros órgãos da Prefeitura, lideranças comunitárias e religiosas.
De acordo com Sônia, 8 mil imóveis foram visitados apenas no primeiro dia. O maior empecilho é o grande número de imóveis fechados, o que dificulta as vistorias. Mesmo assim, muitas casas visitadas pelos agentes apresentaram focos.
A grande maioria de focos está nas residências. Por isso, pedimos a colaboração da população. A preocupação que as pessoas têm com a segurança antes de viajar precisa ser estendida para a preocupação em não deixar água parada para evitar o surgimento de focos, enfatizou.
De acordo com números da secretaria, do início do ano até a última semana foram registrados 67 casos de dengue, sendo 38 autóctones, originados na própria cidade, e 29 adquiridos em outras regiões do país.


