Na casa da família Santos, o cuidado com a mãe é prioridade. Solange Santos Santana, de 42 anos, divide os cuidados com a mãe Maria José, de 73, com um dos quatro irmãos. Durante dois dias da semana, Solange passa o dia com a mãe, que por consequência de um derrame, perdeu a visão total do olho esquerdo, parte do direito e foi diagnosticada com um atrofiamento na parte frontal do cérebro, o que dificulta sua capacidade de caminhar.
''Foi ficando cada vez mais difícil cuidar dela e, por isso, quando vi um anúncio sobre um curso de cuidador de idoso, não pensei duas vezes'', conta Solange, que hoje, está prestes a concluir o curso e animada com os resultados. ''Antes, minha mãe reclamava de muita dor e eu ficava desesperada. Hoje, entendo que muitas queixas não são da doença e sim do processo de envelhecimento. Mudei o jeito de cuidar dela. Sei tomar alguns cuidados específicos e tudo está sendo bem melhor'', afirma.
Inteligência emocional
A psicóloga Luciana Alvares, da Gerência de Atenção a Pessoa Idosa da Secretaria Municipal do Idoso, diz que ao contratar um cuidador é preciso estar atento às referências da pessoa, como trabalho anterior, motivo da demissão, comportamento no trabalho etc.
''Além de ser formado em técnico de enfermagem ou ter curso de cuidador de idosos, é importante também observar o biotipo da pessoa, pois dependendo do grau de dependência do idoso e dos cuidados que necessitará, o cuidador deverá ter força física'', orienta.
Outro ponto determinante na hora de contratar um profissional é no que se refere à inteligência emocional. ''É um tipo de inteligência que envolve as habilidades para perceber, entender e influenciar emoções. De nada adianta a capacidade mental e o conhecimento técnico, se não sabermos como lidar com as informações, com as pessoas e com a vida'', diz. (M.O.)

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