O comerciante Robson Passos da Silva resolveu radicalizar para chamar a atenção das autoridades. Na tarde de ontem, ele se acorrentou a uma janela do salão de entrada da Prefeitura de Londrina. A explicação ele escreveu em um cartaz: ''Injustiça''.
Robson é um dos mais de 16 moradores do Jardim Neman Sahyun (Zona Leste), que esperam há dois anos uma solução para as casas que foram interditadas depois que se descobriu que o loteamento havia sido feito em uma área de mananciais.
Segundo a Ong MAE, que fez a denúncia à Justiça, o objetivo é indenizar os moradores e recuperar a área. ''O poder judiciário entende que as provas apresentadas já dão condições a uma sentença, mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) recorreu da decisão do juiz, que responsabilizou também a prefeitura e a loteadora Pavibrás a arcar com os valores da perícia a ser feita no local, no valor de R$ 71 mil'', afirmou o advogado da Ong, Carlos Levy. Segundo ele, o recurso está aguardando julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná.
Para Robson, que pagou R$ 30 mil pelo terreno e já investiu R$ 70 mil na construção de uma casa, a situação é desrespeitosa. Ele espera pelo menos ser ressarcido pelos aluguéis, já que até agora não pode mudar para o local. ''Estou lutando por um direito meu. Se não tiver uma resposta, volto quantas vezes for preciso'', garantiu.
Robson, que estava acompanhado por mais três moradores, foi atendido poucos minutos depois, pelo chefe de gabinete do prefeito, Rodne Lima. Ele se comprometeu a realizar uma reunião na próxima terça-feira com todos os moradores. ''Eles buscam informações sobre o processo, portanto, vou convocar a procuradoria jurídica do município para esclarecer todas as informações'', informou.

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