Morador protesta contra anulação de eleições
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 1999
James Alberti 
Um protesto de presidentes e representantes de Associações de Moradores da Região Metropolitana de Curitiba causou o fechamento de uma das portas da prefeitura da capital ontem às 15h20, para impedir a entrada de manifestantes. Guardas municipais fizeram a segurança das entradas, tanto das portas quanto do gabinete do prefeito Cassio Taniguchi.
Os militantes reclamavam contra um mandado de segurança, que cassou os direitos administrativos do presidente da Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclam), que venceu a eleição no último dia 21. A manifestação queria que o prefeito intervisse no caso.
Na prefeitura, um comissão de manifestantes foi recebida pelo secretário de Governo, Antônio Carlos Araújo. O secretário disse, após a reunião, que o impasse é provocado por uma disputa interna, que não diz respeito a Prefeitura. Não temos de intervir porque o assunto está na Justiça, afirmou.
Ao sair da reunião, o coordenador-geral da Femoclam, Paulo Botelho, disse que o secretário tinha se comprometido em mediar uma reunião entre os dois grupos e pedir para que a chapa derrotada retirasse a queixa. Botelho disse acreditar que a destituição do presidente da entidade, Valdenir Dielle Dias, tem motivações políticas. Essa também é a opinião do presidente da Associação Ilá São Francisco, Isaulino de Oliveira.
Com 73 anos de idade, Oliveira carregava ontem um santinho da campanha passada, da qual participou e foi derrotado. Essa briga está acontecendo porque eles estão preocupados com a eleição do ano 2000, disse. Conforme ele, a Femoclam é usada para precionar os presidentes das associações, que em época de eleição seriam usados como cabos eleitorais por causa da proximidade que têm com a comunidade.
O juiz da 6ª Vara Civil, Antenor Demeterco, que deferiu o mandado de segurança, não foi encontrado pela Folha nem retornou ligação telefônica.


