Um jacaré fez companhia aos usuários da pista de caminhada no Lago Igapó II (Área Central de Londrina) anteontem de manhã. Avistado pelo administrador Mário Jorge Tavares e pela esposa, a empresária Maria Rocio Tavares, o animal, que mede cerca de 1,2 metro, brincou de esconde-esconde com pescadores e pedestres que pararam para observá-lo, nas águas próximas à Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, no Jardim Higienópolis.
O casal caminhava pela pista do lago, por volta das 7 horas, quando viu o animal. ''Percebemos que as pessoas estavam comentando e quando nos aproximamos, também vimos. Corri para pegar a máquina fotográfica na minha casa e consegui flagrar o passeio dele'', contou o administrador, que também é sócio do Foto Clube de Londrina.
Segundo Tavares, o jacaré pôde ser observado por mais de duas horas. ''Ele mergulhava em alguns momentos, mas logo voltava à tona'', lembrou, contando ainda que não foi a primeira vez que caminhou na companhia do réptil. ''Já o tinha visto, há cerca de três meses, aqui no mesmo local, mas ninguém acreditou. Agora eu tenho as fotos para provar que não era estória de pescador'', brincou.
Na opinião do integrante da Organização Patrulha das Águas (ONG) Patrulha das Águas, João Batista Moreira de Souza, provavelmente trata-se de um jacaré do papo amarelo, animal encontrado na região central de toda a América do Sul. ''Ele deve habitar o lago há pelo menos dois anos, quando recebemos a primeira notícia de que alguém o teria visto. E acreditamos que exista mais um''.
Batista considera o animal inofensivo. ''Os relatos que temos dão conta de que sempre que as pessoas tentam se aproximar, ele foge. Nunca fez mal a ninguém'', disse. Informações do site Ambiente Brasil (www.ambientebrasil.com.br), no entanto, creditam à raça o status de uma das mais agressivas do continente. O animal, ameaçado de extinção, pode chegar a medir até três metros e alimenta-se de peixes e pequenos mamíferos.
A suposta agressividade, porém, não preocupa o Pelotão de Polícia Florestal de Londrina. ''Ele mora no lago há dois anos, mas nunca registramos nenhum incidente com ele'', contou o soldado Heber Daniel Cardoso.

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