Morador diz que lugar é um inferno
A feira do automóvel não se limita ao estacionamento do Pinheirão. Para não pagar a diária de R$ 5,00 cobrada pelo estádio ou até mesmo por falta de vaga, as pessoas colocam os carros à venda nas ruas, formando filas duplas e congestionamentos.
O resultado desta balbúrdia é a irritação dos moradores. Além do engarrafamento e carros estacionados em frente aos portões das casas, os vizinhos do Pinheirão reclamam do som alto colocado na rua pelos vendedores. Isso aqui vira um inferno, define o aposentado Edgar Carvalho, que mora em uma travessa da Rua Engenheiro Farid Surugi, uma das mais afetadas pela feira.
Carvalho afirma que já teve de ligar para a polícia para guinchar carros estacionados em frente ao seu portão. Além disso, os veículos ficam em fila dupla e tripla, interrompendo o trânsito, explica.
O aposentado mora próximo ao Pinheirão há dois anos e pretende se mudar. Sou a favor de que tirem a feira daqui, ressalta.
A dona-de-casa Concepcion Rodrigues Ribeiro mudou-se para a Rua Engenheiro Farid Surugi há 15 dias e diz que ainda não teve problemas. Mas antes de a casa ficar pronta, vi durante vários sábados carros estacionados quase perto da grade da minha casa, descreve.
O delegado operacional da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Armando Braga de Moraes Neto, afirma que de vez em quando registra ocorrências de carros vendidos no local com documentos irregulares e chassis adulterados.





