Morador batiza de 'metrô' a erosão
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Mauro FrassonPlaca ironiza o que foi, na verdade, obra da erosãoAdriana Ribeiro 
Indignado com a Prefeitura de Curitiba, o mergulhador Paulo Roberto de Almeida, que mora na Rua Bahia, Vila Guaíra, resolveu satirizar a administração municipal. Próximo da casa onde vive, ele colocou uma faixa que traz a frase Início do Metrô Taniguchi para mostrar à população os problemas que os moradores da área estão enfrentando com o Rio Vila Guaíra.
Segundo Almeida, além do mau cheiro, o rio está sofrendo um longo processo de erosão que já ameaça a Rua Piauí, que não tem saída e termina ao encontrar as águas. Em aproximadamente nove meses, a largura do rio quase dobrou de tamanho. De oito metros passou a ter 14,5 metros, numa extensão de meio quilômetro.
A prefeitura se defende dizendo que a erosão está acontecendo numa área já prevista. Ela estaria atrapalhando alguns moradores que construíram suas casas em local proibido. Segundo a prefeitura, o álvara para edificações só é liberado quando a obra respeita uma faixa de 30 metros em cada margem dos rios, o que não aconteceu com algumas casas instaladas na Rua Piauí.
A solução para o problema, de acordo com Almeida, seria a canalização do rio e a construção de uma ponte para a passagem de carros entre a Rua Piauí e a Avenida Kennedy. Hoje, somente pedestres podem passar de um lado ao outro, por uma pequena passarela de um metro de largura construída pelos próprios moradores.
Almeida diz que as pessoas que vivem na área já procuraram a prefeitura várias vezes para pedir providências. Ele reclama que as secretarias de Obras Públicas e Urbanismo se esquivam da responsabilidade. Na época de eleição o Taniguchi veio à nossa rua conversar com os moradores e prometeu a canalização, mas agora não faz nada, comenta.
Almeida conta que os moradores também já sugeriram comprar o material para a construção de uma nova ponte, mas que a prefeitura não aceita. Seria um certificado de incompetência, afirma. A obra de canalização do rio exigiria um investimento de R$ 1 milhão.


