Um buraco aberto pela Sanepar há dez dias na Rua Terezina, 226, na área central de Londrina, está causando problemas e rendeu até uma despesa extra ao fotógrafo aposentado Augusto Galante, 76 anos. Segundo ele, a Sanepar abriu o buraco no dia 30 de julho, durante a noite, para verificar um vazamento. Galante conta que os funcionários estiveram lá por cerca de uma hora e foram embora sem tampar o buraco. O ex-fotógrafo não teria ficado tão chateado se o buraco não ficasse bem em frente à garagem de sua casa.
Galante diz que recebeu visitas no final de semana e o carro de seus familiares tiveram que ir para um estacionamento. ‘‘Tivemos que pagar quando a minha casa tem lugar para vários carros’’, reclama. O ex-fotógrafo comenta que telefonou para a Sanepar. ‘‘Disseram que iam vir aqui mas o buraco ainda está aberto. E está minando água no fundo.’’
Não é somente o ex-fotógrafo que tem reclamado das obras da Sanepar. No Calçadão de Londrina, no centro da cidade, os trabalhos de implantação de novos encanamentos têm complicado a vida de quem passa pelo local. A gerente de loja de discos Maria Ivone dos Santos alega que as obras dificultam a circulação de pedestres e atrapalham as vendas. ‘‘Nos dois dias que estavam aqui em frente à loja foi uma complicação’’, reclama.
O funcionário público Mário Cunha não entende o motivo de tanta obra. ‘‘Constantemente tem um buraco e uma placa da Sanepar. O pior é que não explicam nada e atrapalham quem anda, principalmente à pé.’’
Na Sanepar, o engenheiro Marcos Augusto Brandão Ericsson explicou ontem que as obras no centro da cidade têm prazo contratual para terminarem em 10 de novembro. Segundo ele, os trabalhos começaram pela Avenida Higienópolis e em duas semanas vão chegar na Rua Sergipe. Ericsson explicou que estão sendo substituídos por canos de pvc o encanamento de ferro fundido. ‘‘A nova rede, com canos de diâmtros diferentes, vai assegurar um fornecimento de água bem melhor do que atualmente.’’
O engenheiro disse que é compreensível a reclamação dos pedestres, mas as obras visam o benefício do usuário. Ericsson reconheceu os transtornos, mas espera que os pedestres tenham paciência.

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