Marcos Zanatta
De Maringá
A Praça 7 de Setembro, no limete da área central com o Maringá Velho, onde surgiu a cidade, será ‘‘restaurada’’. Reinaugurada em 1972, a praça é considerada uma obra de arte que homenageia aos pioneiros. ‘‘Não podemos falar em reforma porque não é uma praça comum’’, explica o artista João Batista Lima, responsável pela restauração. O primeiro passo será devolver a cor de cobre do ‘‘Monumento ao Desbravador’’, estátua com cerca de cinco metros conhecida como ‘‘Peladão’’. O monumento é feito de chapas de cobre soldadas, representando um homem de braços erguidos.
Com o tempo e o grande trânsito de veículos no trecho, o monumento ficou encoberto pela fuligem, perdendo a cor original. Lima explica que depois de lixada e lavada, a estátua vai receber um verniz especial, que garante a impermeabilização e mantém a cor do metal. ‘‘Vai ficar muito mais bonito’’, garante. Ao lado da estátua, as três colunas que representam machados utilizados pelos pioneiros também serão restauradas. A idéia é pintar cada uma das colunas com as cores da bandeira de Maringá – amarelo, vermelho e branco.
No topo Lima fixou pinos para hastear as bandeiras da cidade, do Paraná e do Brasil. A intenção da prefeitura é manter as bandeiras nas colunas o tempo todo e não apenas em datas comemorativas. O tanque onde funcionava um chafaris, nos pés da estátua e das colunas, será transformado em jardim. ‘‘Será um jardim suspenso que vai agradar a todos’’, garante Lima. O restante da praça, que é bem arborizada, vai passar por uma recuperação ‘‘total’’, com a ajuda dos menores jardineiros da Fundação de Meio Ambiente de Maringá. A restauração é patrocinada pelo Banestado e deve ficar pronta até o final de janeiro.

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