A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba está investigando a ação de uma quadrilha que está aplicando golpes em ex-associados do extinto Montepio, um fundo de pensão privada do Rio Grande do Sul. O cartorário aposentado Luiz Benvenutto Nonegat, de Santo Antonio do Sudoeste (a 583 quilômetros de Curitiba, na região de Pato Branco), perdeu R$ 170 mil com o golpe.
Por enquanto, apenas Nonegat deu queixa na polícia. O delegado Luiz Carlos Oliveira, da Estelionato e Desvio de Cargas, acredita que outras pessoas já foraqm vítimas. Segundo ele, a quadrilha tem uma lista com o nome de todos os ex-associados do Montepio.
O primeiro contato da quadrilha com a vítima foi feito ano passado. Um homem, que se identificou como coronel França, ligou a cobrar de Fortaleza para Nonegat dizendo que o Montepio pagaria ao ex-associado um pecúlio de cerca de R$ 500 mil.
Para receber o valor, explica o delegado, o coronel França pediu que o cartorário fizesse várias ordens de pagamento em contas do Bamerindus, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
As ordens de pagamento foram feitas em nome de Carlos Cesar Tavares da Silva. O homem apresentou carteira de identidade falsa para retirar o dinheiro em Fortaleza. Segundo o delegado, as cerca de 20 ordens de pagamento de Nonegat foram retiradas pela mesma pessa. ‘‘A assinatura é igual em todos os recibos’’, explica o delegado, que esteve em Fortaleza há 15 dias.
A carteira de identidade de Carlos Cesar foi expedida no dia 15 de maio de 1996. Conforme o delegado, o estelionatário primeiro aplicou os golpes. ‘‘Quando já tinha certeza da quantia depositada, fez a carteira de identidade’’.
Oliveira acredita que a quadrilha provavelmente é do Sul. Carlos Cesar e coronel França têm sotaque sulista. Para o delegado, ‘‘ou o Carlos Cesar é do Norte ou é um laranja do Sul que foi levado para Forteleza’’.
A delegacia de Santo Antonio de Sudoeste instarou inquérito policial para apurar o caso. Carlos Cesar teve a prisão preventiva decretada.

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