Carros, aviões e tanques de guerra. As miniaturas não são somente brinquedo para crianças. Para os plastimodelistas, a montagem e pintura das peças são um hobby levado a sério. Tanto que são objeto de exposição e concurso, promovidos pelo Grupo de Plastimodelismo e Pesquisa de Londrina (GPPL). A competição é dividida em categorias, como aeronaves e embarcações militares e civis, tanques de guerra e automóveis, em diferentes escalas. ''O plastimodelismo não é somente montar o kit mas conhecer a história do modelo e fazer a montagem detalhada, incluindo a pintura e a colagem de decalques'', explica o professor Ely Torresin de Oliveira, 35 anos, presidente do GPPL.
Segundo Torresin, o hobby atrai aficcionados de todas as idades. Aberta ao público, a exposição no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, reúne cerca de 400 peças de 50 plastimodelistas de sete a 70 anos, do Paraná e São Paulo. O resultado do concurso será conhecido na tarde de domingo, último dia da exposição. No sábado, o especialista Paulo Furtado, de Ribeirão Preto, faz palestra sobre a atividade. Diariamente, os participantes realizam oficinas para troca de experiências.
Com preços que variam de R$ 70 a R$ 300, os kits são vendidos em lojas especializadas no ramo e de brinquedos, além da internet. Alguns aficcionados, no entanto, não ficam restritos à montagem, pintura e colagem dos modelos. Eles fabricam dioramas (maquetes), com materiais como isopor, palitos de sorvete e gesso.
''Sempre que estou a fim e a família permite, monto meus modelos. Prefiro montar à noite e de madrugada. É um relax'', destaca Torresin. Uma característica comum entre os praticantes do plastimodelismo é o perfeccionismo. Os modelos são montados com rigor nos detalhes. Um exemplo é a réplica do Thunderbold P47, avião da Força Aérea Brasileira usado na Segunda Guerra Mundial. A miniatura apresenta uma asa danificada, como o avião real, que colidiu contra uma chaminé nos combates na Europa.
Na maior parte dos casos, o plastimodelista inicia o hobby na infância e, após a adolescência, retoma na idade adulta. Victor, 7 anos, filho de Torresin, é um dos mais precoces da cidade. Influenciado pelo pai, ele se dedica a montar os modelos mais simples há dois anos. ''É legal quando a gente termina e fica bom. Quando não fica legal, depois a gente corrige os erros'', diz Victor.
A paciência é outra qualidade presente no perfil do praticante do hobby. O economista João Carlos Panosso, 36, é um exemplo. Somente na pesquisa sobre a cor e o tipo de camuflagem de um modelo de avião de guerra, o membro da diretoria do GPPL gastou três meses. A pintura, porém, demorou somente uma semana. ''Gosto muito de aviação e a gente acaba aprendendo bastante sobre a história'', constata Panosso, especialista em réplicas de aviões de combate e praticante do hobby há 26 anos. ''O maior prazer é ver o modelo pronto'', salienta Torresin.

mockup