Os proprietários dos automóveis convocados pela Ford e Volkswagen para a troca de peças - recall- devem exigir da concessionária o documento comprovando o reparo. Com o documento, o consumidor terá garantia em caso de defeito e mau funcionamento do veículo.
A recomendação foi dada ontem pela advogada Belinda Pereira da Cunha, do conselho diretivo da Associação dos Consumidores Lesados por Montadoras e Concessionárias de Veículos Automotores (Alemca), de São Paulo. ‘‘Caso a concessionária se recuse a dar o documento, o proprietário do veículo deve denunciar ao Procon’’, afirmou.
O alerta da advogada vale para os proprietários dos carros Ford e Volks, fabricados nos últimos três anos com defeito na mangueira dos motores, e de qualquer outro automóvel. ‘‘A recomendação serve também para os proprietários dos carros modelo Tipo importados que foram chamados pela Fiat no início do ano para troca de peças’’.
Belinda reconhece que a atitude das montadoras foi um ato de respeito ao consumidor. ‘‘Mas ainda estamos longe do ideal. Quanto mais os consumidores exigirem, mais atenção as empresas darão a eles’’, disse a advogada que esteve em Curitiba para participar do 2º Encontro Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor.
A associação, criada em março, já atendeu cerca de 800 pessoas que compraram carros zero quilômetro. Segundo Belinda, as reclamações mais frequentes são problemas na pintura, na caixa de câmbio e na direção, vazamento de óleo e consumo excessivo de combustível.
Conforme Belinda, a Alemca já conseguiu cinco liminares para a troca de automóveis com defeito. ‘‘Porém, o objetivo da entidade não é o ajuizamento de ações, mas a conscientização dos consumidores’’, ressalta. A associação já recebeu vários telefonemas de consumidores do Paraná, informou Belinda.
Pechincha Os movimentos de donas de casa também tiveram destaque durante os debates do 2º Encontro Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor. A pesquisa de preços continua sendo a melhor forma de economizar nas compras de casa, afirmou Lucia Pacífico Homem, presidente do Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais e da Confederação Nacional das Donas de Casas e Consumidores.
Lucia aconselha as donas de casa a pechinchar, planejar gastos e substituir produtos que tiveram os preços aumentados. ‘‘Também precisamos conscientizar as pessoas e levar informação adequada sobre o Código de Defesa do Consumidor’’.
A presidente do Movimento das Donas de Casa da Bahia, Selma Magnovita, afirmou que a entidade já obteve várias conquistas. Uma delas foi a volta dos empacotadores, abolidos dos grandes supermercados da Bahia.
‘‘Sem os empacotadores, formavam-se longas filas nos caixas. As pessoas trocavam os pacotes. Foi uma confusão. Mas o movimento reverteu a situação’’, explicou Selma. A associação da Bahia tem cerca de 600 sócios.

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