Monóxido de carbono causou as duas mortes em Matinhos
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Monóxido de carbono solto pela chama piloto de um aquecedor a gás foi a causa da morte de duas pessoas em Matinhos, no litoral do Estado, no mês passado. O Instituto de Criminalística (IC) apresentou ontem em Curitiba o laudo da perícia feita no apartamento onde morreram Gertrudes Fernandes de Quadros e a filha, Nanci Fernandes. Com o resultado, a hipótese de intoxicação alimentar, que chegou a ser investigada, foi descartada.
Os peritos concluíram que o aquecedor causou as mortes por meio de um exame de sangue. Confirmou-se a presença de monóxido no sangue das vítimas, cita o laudo. Um dos fatores que quase complicou o trabalho foi a afirmação de sobreviventes de que o aquecedor não tinha sido usado. A apuração concluiu que eles podem ter sido vítimas de amnésia.
Familiares dos mortos informaram que começaram a passar mal no dia 19 de agosto. Na ocasião teriam usado o chuveiro, que pode acionar o aquecedor. Devido ao monóxido de carbono, o laudo relata que todos dentro do apartamento permaneceram praticamente imóveis e, somente segunda-feira (dia 21) pela manhã é que um deles conseguiu chamar ajuda.
O monóxido de carbono é um gás tóxico. Ele atinge o sangue e impede que o oxigênio chegue para várias partes do corpo. O gás age sem espalhar cheiro. Em ambientes fechados, sua ação numa pessoa é rápida e sem dor. A reação é semelhante ao desmaio, devido à falta de ar. O monóxido de carbono é expelido por veículos e gás de cozinha.


