Para o médico geriatra Marcos Cabrera, uma boa solução para as práticas medicamentosas é o esclarecimento dos efeitos por parte dos profissionais que lidam com o indivíduo idoso, pois segundo ele, não dá para o paciente ser autonômo em relação a todas as informações do remédio.
O importante é que o idoso esteja bem esclarecido quanto a equação dos remédios. ''Adequar as doses nas medidas e formas corretas. O serviço de saúde representado por enfermeiros, fisioterapeutas e profissionais de farmácia dentro das Unidades Básicas de Saúde também podem monitorar e orientar o consumo'', afirma.
Ainda de acordo com o especialista, a falta de orientação e o estímulo das propagandas também podem levar ao excesso de medicamentos, como por exemplo, os complexos de vitaminas. ''Complexo de vitamina não vai ajudar ninguém a ficar mais animado ou mais disposto. Ele só é recomendado por um profissional quando o indivíduo está com falta dela'', comenta.
Um outro exemplo são os remédios para dormir. Para o médico, se as pessoas estão com dificuldade para dormir é porque existe algum motivo relacionado ao ronco, ao uso de algum outro remédio, depressão, entre outros. ''Ao invés de resolver o problema, as pessoas costumam se medicar. A questão é que quando se tem 60, 70 anos, esse medicamento dura mais de 40 horas no corpo, o que acaba gerando falta de disposição, sonolência em excesso e tontura. Esses sintomas não são comuns ao envelhecimento, ao contrário do que muitos pensam'', explica Cabrera. (M.O.)

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