Momentos memoráveis da história do PR
O trecho paranaense do Caminho das Tropas, entre Rio Negro e Sengés, oferece aos turistas interessantes locais que evocam, com maior ou menor intensidade, momentos memoráveis do que foi esse ciclo da economia brasileira nos séculos 18 e 19 no Sul do País. Os tropeiros saíam de Viamão (RS) levando gado para Sorocaba (SP), onde ocorriam as grandes feiras de animais.
Quem se dispor a percorrer um trecho de aproximadamente 300 quilômetros entre 10 cidades que surgiram durante o tropeirismo (Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Porto Amazonas, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés), encontrará, além das belezas naturais como cachoeiras, saltos, cavernas e belas paisagens, construções antigas que hoje abrigam museus, teatros, colégios, seminários e mosteiros e ainda belas igrejas e capelas.
Para os mais aventureiros, a tropeada, também conhecida como cavalgada, é a oportunidade de reviver o tempo do tropeirismo, com seus costumes, atividades e aventuras. Apesar da tropeada ser mais comum nos meses frios (maio, junho, julho e agosto), pode-se encontrar alguns passeios durante o Verão em pousadas ou hotéis-fazenda. Por enquanto as prefeituras estão com essas atividades paralisadas.
Estamos preparando um projeto sobre tropeirismo para o segundo semestre, garante a chefe do Departamento de Turismo de Castro, Maria Cláudia Schultz. Em Turvo (54 km ao norte de Guarapuava), local tradicional de tropeadas, os passeios só serão retomados a partir de maio.
A maioria das tropeadas segue o mesmo ritual. Elas reúnem um grupo de 10 a 20 turistas, têm percurso médio de 20 quilômetros e começam ao nascer do Sol, com o encilhamento dos cavalos e a tarefa de reunir o gado. Durante o percurso o grupo se delicia com as belas paisagens, com os causos narrados pelos tropeiros e, claro, com o almoço servido no pouso churrasco no fogo de chão, arroz carreteiro, feijão tropeiro e chimarrão, acompanhados da boa música tradicionalista. No retorno, o gado é entregue ao seu local de origem.
Mas se o turista optar por um passeio mais light, opções não faltam. Em Rio Negro, uma visita ao Seminário São Luiz de Tolosa, inaugurado em 1923, é obrigatória, assim como uma passada pelo único mosteiro brasileiro da Ordem Cisterciense Trapista, cujas origens são do Século 11, na França. Durante o trajeto são muitas atrações, como a Gruta do Monge e Teatro São João (Lapa), Vila Velha e Buraco do Padre (Ponta Grossa), Parque Estadual do Guartelá e Museu do Tropeiro (Castro), o Santuário do Senhor Bom Jesus do Monte (Palmeira), Parque Estadual do Cerrado (Jaguariaíva).
Culinária Outra atração para os turistas que percorrerem o circuito do tropeirismo é a culinária típica da região. Pode-se comer, em restaurantes e churrascarias das principais cidades (como a Pampeana, em Ponta Grossa, e Casa Antiga, em Castro), o feijão tropeiro e o arroz carreteiro, pratos que eram preparados pelos tropeiros durante as longas viagens. Para resgatar a tradição, come-se o feijão quase sem molho com pedaços de carne e toucinho e o arroz com charque, batata e linguiça são preparados, geralmente, em panelas de ferro no fogão à lenha.
Informações
Paraná Turismo (41) 254-6933
Prefeitura de Castro (42) 232-4848
Tropeada em Turvo (42) 642-1153
Mosteiro da Ordem Cisterciense Trapista (41) 828-1264
Pousada Cainã, Balsa Nova (41) 342-4145
Fazenda Capão Grande, Ponta Grossa (42) 229-2216
Fazenda Roseira, Lapa (41) 220-9122
Fazenda Potreiro Grande, Castro (42) 224-0605
Churrascaria Pampeana, Ponta Grossa (42) 229-2881
Restaurante Casa Antiga, Castro (42) 232-2675





