Palavras ditas por brincadeira e que depois podem adquirir o sentido de pressentimento. Essa é a sensação da estudante Margareth Santos Silveira, que foi deixada em casa, minutos antes do acidente onde morreram afogados, no Lago Igapó 3, os três amigos. Durante o trajeto até sua casa ela teria pedido cautela a Renato Rico Ramires.
Quando desceu do carro, ela teria agradecido a Deus por ter chegado viva: ''Graças a Deus eu estou no céu'', exclamou. Renato então teria se despedido dizendo ''então a gente se encontra lá no céu''. A resposta dele foi completada pela outra vítima Silvana Peretti, que lhe pediu que fosse ao velório do grupo e ainda que Margareth cuidasse de sua filha de quatro anos.
Cerca de uma hora depois a estudante soube que a brincadeira havia se tornado realidade. ''Eu tenho um compromisso e, no que for possível, vou ajudar a cuidar da menina'', garantiu. (C.G.)

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