O caso ainda não atingiu proporções insuportáveis, mas não é raro encontrar moedas falsas, especialmente no valor de R$ 1,00, circulando pelo comércio da área central de Londrina. Ontem, o vendedor de coco e amendoim açucarados Luiz Carlos Vitorello conseguiu interceptar uma delas. ‘‘Já peguei mais de 20 moedas dessas. Agora já identifico bem a diferença.’’
A moeda de ontem foi interceptada quando a dona de casa Fátima Souza Santos fazia o pagamento de R$ 1,00 a Vitorello. ‘‘Peguei por engano na bolsa. Já sabia que a moeda era falsa porque fui avisada pelo cobrador de ônibus’’, disse. Ela afirmou que a moeda foi recebida como troco em uma compra que fez num depósito de construção, no Parque Ouro Verde (zona norte).
O donoo do Ranchinho do Pastel, Orlando de Almeida, também já teve prejuízos com as moedas e notas falsas. ‘‘No final do ano passado teve uma enxurrada dessas moedas. Numa semana cheguei a perder uns R$ 30,00. Agora está mais calmo’’, comentou. O dono da farmácia Hanafarma, Cironei Ueda, disse que já pegou seis moedas de R$ 1,00 falsas.
Os comerciantes informaram que as moedas recebidas são jogadas fora. ‘‘A gente leva prejuízo, mas pelo menos tira as moedas de circulação’’, disse Almeida. Outro alvo constante dos falsários são os ônibus. O setor de conferência da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina informou que é raro o dia que não aparece uma moeda falsa. Quando a falsificação é grosseira, o cobrador detecta. Caso contrário, as moedas são interceptadas pela equipe do setor.
O delegado-chefe da Polícia Federal, João Luiz do Prado, informou que existem vários inquéritos abertos para investigar a circulação de dinheiro falso em Londrina. ‘‘É importante, no entanto, que as vítimas registrem o caso na PF.’’ Segundo ele, por envolver valores pequenos, muitos preferem não registrar a queixa.

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