Módulos da PM podem ser reativados
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quarta-feira, 25 de junho de 2003
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
No meio da praça, um posto abandonado com janelas quebradas, porta arrombada e paredes deterioradas lembra vagamente o que um dia já funcionou como módulo da Polícia Militar (PM). A cena se repete em vários bairros de Londrina, onde essas unidades foram desativados. Mas um projeto de lei que entra em segunda e última votação hoje, na Câmara Municipal, prevê reativar os módulos dessa vez, sem a presença da PM.
De autoria dos vereadores Tercílio Turini (PSDB) e Renato Araújo (PP), O projeto de lei nº 120/2003 prevê que os módulos desativados sejam cedidos a empresas privadas de vigilância, desde que haja consentimento por escrito das associações de moradores dos bairros. Segundo Turini, a PM já declarou que não tem a intenção de reativar os módulos.
''A população reclama que os locais estão servindo de esconderijo para bandidos. Além de dar um destino aos módulos, as empresas cuidariam da manutenção das praças, que são bens públicos'', justifica Turini. De acordo com o projeto, a conservação e manutenção dos módulos será de responsabilidade das empresas permissionárias uma espécie de contrapartida, explica Turini.
A reportagem percorreu alguns bairros e verificou que pelo menos três módulos estão abandonados, na Vila Casoni (área central) e jardins Quebec (zona oeste) e Interlagos (zona leste). No Quebec, onde do módulo policial sobraram apenas as paredes e o teto, a reivindicação dos moradores para que fosse dado um destino ao posto é antiga. Segundo a dona-de-casa E.S.M., que preferiu não ser identificada, há quatro anos os moradores pede que a unidade seja reativada ou demolida. ''Ali adolescentes se drogam e fazem sexo. Já teve até gente morando lá dentro'', relata.
A idéia do projeto de lei foi dada pelos próprios moradores, já que vários deles utilizam serviços particulares de vigilância. As duas empresas consultadas pela Folha somam, juntas, cerca de 180 clientes só na região do Quebec. Os gerentes de ambas as empresas afirmam que já tinham até pedidos protocolados na prefeitura para usar o módulo do local.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) ontem à tarde, já que não havia expediente.


