Na opinião da pedagoga Maria Helena Ramos Fernandes, que desenvolve dinâmicas para tratar de sexualidade com crianças e adolescentes, a orientação sexual sistemática é a maior segurança que pais e professores podem oferecer a esse público. ''Modismos e jogos sexuais sempre vão existir. As crianças ou adolescentes bem informados ficam menos vulneráveis'', avaliou.
Com relação às pulseirinhas do sexo, ela acredita que a proibição radical não é eficiente para eliminar os riscos. ''Se o assunto é muito valorizado, há probabilidade do interesse pelo tema aumentar'', disse.
Adolescentes devem ser claramente previnidos sobre as consequências. ''Independentemente das pulseiras, eles estão expostos a abusos e, por isso, precisam estar bem preparados para identificar situações de risco.'' Já as crianças menores devem ser orientadas com mais sutileza, esclarecendo dúvidas em linguagem adequada para cada faixa etária. Outra dica é responder o que os pequenos querem realmente saber. ''Nem sempre eles têm interesse em ir além do que foi perguntado.''
A pedagoga defende que pais e educadores se preparem para tratar de sexualidade com crianças e adolescentes sem inibições pois, se o assunto é tratado com naturalidade, a criança não vai sentir-se culpada por ter curiosidade. ''O adulto tem que estar bem com a própria sexualidade'', resumiu.
Para Maria Helena, a orientação sexual deveria ser incluída na grade curricular de forma sistemática a partir da pré-escola, sempre de forma lúdica. ''É dessa forma, inclusive, que crianças e adolescentes são alertados para o perigo dos abusos sexuais.''

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