MODERNAS FAMÍLIAS - Casamentos no século 21
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Elaine Souza <br>Reportagem Local 
Conhecer a pessoa perfeita, casar na igreja, ter filhos e viver juntos para sempre era o ideal de uma vida feliz para os casais de tempos atrás. O relacionamento do século 21 é diferente, mas continua resultando em felicidade e estabilidade, garantem casais ouvidos pela FOLHA.
A mulher, que antes se preparava para ser dona de casa, cuidar dos filhos e marido, hoje ocupa um lugar maior no mercado de trabalho. Muitos namorados, depois de meses juntos, dividem a mesma casa, fazendo um ''test drive'' antes de concretizarem algo mais sério. O divórcio é algo garantido por lei, a união entre homossexuais é discutida em todo o mundo e a semelhança de idade não entra mais nos pré-requisitos quando se busca o par ideal. Homens e mulheres casados moram na mesma cidade, mas em casas separadas.
Há 14 anos a gerente de vendas Taís, 34 anos, que prefere preservar o sobrenome, vive uma união estável com uma pessoa do mesmo sexo. As famílias de ambas sabem, aceitam e tratam o assunto com extremo respeito. O preconceito vem mesmo da sociedade. ''As pessoas discriminam. Hoje posso dizer que a aceitação é muito maior do que quando optamos por morar juntas. Conheço muitos casais vivendo na mesma situação que a minha, mas o preconceito ainda existe. Hoje vejo que me respeitam como profissional e não pela minha escolha sexual. É preciso que as pessoas entendam que para existir amor não precisa ser do sexo oposto'', fala Taís.
Idade
De acordo com dados do IBGE, o número de casamentos entre mulheres mais velhas com homens mais novos era de 19,3% em 1999, passando a 21,3% em 2004 e atingindo 23% em 2009.
Os 15 anos de diferença de idade de Marli Ramos Felitte, 55, para seu esposo Gilberto Claudio de Oliveira, 40, nunca foi empecilho capaz de abalar a harmoniosa relação do casal, que já dura sete anos. ''Até nos divertimos com isso, pois muita gente acha que ele é meu filho. Algumas vezes que saímos para comprar roupa, por exemplo, a vendedora perguntava: é para você ou para seu filho?'', diverte-se Marli, frisando que ciúme é uma palavra que não cabe no relacionamento dos dois.
Para Gilberto, os mesmos gostos, cumplicidade e muita união engrossam ainda mais a receita do bom convívio que tem com a esposa. ''A idade nunca pesou e jamais vi problema nisso. Nossas famílias aceitam numa boa. Temos muita coisa em comum e somos um casal muito feliz.''


