Modelo valoriza participação criativa da comunidade local
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 1997
Curitiba 
Marcelo AlmeidaHackney: parceira é o que garante a execução das novas idéiasTrês pontos norteiam a arquitetura comunitária: 1) as pessoas desejam ter responsabilidade sobre o seu meio ambiente, participando individual e coletivamente da sua criação e manutenção; 2) o trabalho começa com a parceria entre a comunidade e um especialista; 3) todos os aspectos que envolvem as pessoas e seu entorno devem ser considerados simultaneamente e num contínuo processo de evolução.
Black Road foi o marco na carreira de Rod Hackney, que passou a encarar a arquitetura comunitária como projeto profissional. Subsidiado pelo governo, ele levou a cabo uma série de projetos até 1979, quando Margaret Thatcher assumiu o poder e decidiu cortar esse tipo de investimento público. Depois disso, Hackney descobriu uma nova maneira de continuar a missão: passou a fazer edifícios para os ricos e, em vez de dedicar ao governo a parcela de impostos que deveria pagar sobre o dinheiro que ganhava, passou a aplicá-la em projetos comunitários.
Marcelo AlmeidaArquiteto crê que pessoas querem ser responsáveis por seu meio ambiente
Quando foi morar em Black Road, Hackney foi inicialmente encarado com desconfiança. Em qualquer comunidade, a presença de um estranho é notada, explica. Pior: não só notada, mas também questionada. As perguntas estão na ponta da língua: quem é você? o que está fazendo aqui? Daí para explicar que a idéia é melhorar a qualidade de vida, vai um tempo. É por isso que o arquiteto deve, antes de mais nada, experimentar a vida dessas pessoas.


