Modelo vai à Justiça atrás do título de rainha
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sábado, 13 de dezembro de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A modelo Gizela Souza, vice-colocada na disputa pelo título de Rainha da 14 Munchenfest, dispôs-se a entrar na Justiça para contestar a decisão dos nove jurados tomada no último dia 29 de novembro. Gizela, que ficou um ponto atrás da campeã Franciele de Fátima Almeida, quer devolver sua faixa de primeira-princesa da festa em protesto contra as notas dadas pelos jurados. A vencedora recebeu R$ 6,5 mil em prêmios.
Gizela decidiu contratar um advogado para contestar a decisão dos jurados. Ela afirma que um dos jurados tinha ligações com a vencedora do concurso. Além disso, o namorado da modelo compareceu a Fundação Cultural de Ponta Grossa, entidade que organizou o desfile, para verificar as planilhas de notas das modelos. Após constatar que as notas haviam sido escritas a lápis e posteriormente modificadas, a modelo decidiu acionar a Justiça.
Segundo a presidente da Fundação Cultural, Ana Maria Branco de Holleben, o fato das notas terem sido escritas a lápis não significa que houve fraude no concurso. ''Os jurados tinham que avaliar 15 modelos. Às vezes comparando o desempenho de uma modelo que havia acabado de se apresentar com as anteriores, ele podia alterar seu julgamento'', ressaltou.
Segundo Ana Maria, os nove jurados são pessoas idôneas, que não se disporiam a fraudar o resultado. ''Os jurados são mantidos em sigilo durante toda a festa, sendo chamados apenas na hora da votação final. São pessoas de bom caráter, que representam uma parcela significativa da sociedade. A fundação ainda não recebeu nenhuma notificação da Justiça para sabermos no que se embasa a acusação da primeira-princesa, mas não acredito que tenha havido algo ilegal'', comentou.


