Modelo reduziu reincidência para 2%
O modelo de administração penitenciária que será adotado em Foz do Iguaçu conseguiu reduzir de 94% para 2% o índice de reincidência dos presos no crime no município de Bragança Paulista (80 km ao norte da capital). Esse resultado foi obtido um ano após a Associação de Proteção e Assistência Carcerária (Apac) - mesmo nome da entidade criada em Foz - assumir a administração da cadeia local.
Em Bragança Paulista, a iniciativa começou há 19 anos, dois anos depois de uma associação comunitária encabeçada pela Igreja Católica assumir os trabalhos na cadeia de São José dos Campos (município a 97 quilômetros a nordeste de São Paulo).
O fator que impediu que os ex-detentos voltassem ao crime em Bragança Paulista foi o trabalho. A Apac local implantou um programa de encaminhamento dos presos ao emprego, enquanto eles ainda estão cumprindo pena. Atualmente, 120 dos 180 presos da cadeia local saem todos os dias para trabalhar em empresas da cidade e retornam à prisão à noite.
Nesse projeto, 25% do salário dos presos é destinado a um fundo que ajuda a manter a própria associação administradora. Segundo Pedro Garcia, um dos integrantes da Apac em Foz do Iguaçu, esse modelo de trabalho será adotado na cadeia da cidade.
Além do índice de reincidência, outra diferença brutal separa a cadeia de Bragança Paulista da de Foz do Iguaçu. Lá, a verba estadual para a manutenção de cada preso é de R$ 10,00 diários. Em Foz, esse valor é 12 vezes menor: R$ 0,80 por dia. (V.D.)





