Modelo inicial foi aplicado no Paraná
Analfabetismo e baixo poder aquisitivo dos agricultores da região do Cantu, no centro-oeste do Paraná, foram os principais problemas apontados pelos prefeitos. Mais de 10% dos adultos dos 20 municípios daquela região não possui documentos ou títulos de propriedade das terras; e mais da metade da população não tem energia elétrica. ''É um paradoxo, já que a região é responsável pela produção de mais da metade da energia elétrica do Estado'', calculou o agrônomo Adelar Antônio Motter.
De acordo com ele, o acesso da comunidade às políticas públicas é o primeiro passo para o desenvolvimento da região, que precisa investir na produtividade da terra para atrair indústrias e gerar empregos. ''Os municípios não conseguem manter profissionais, por isso é necessária a troca de informações e experiências para otimizar os recursos que vêm do governo estadual'', sugeriu.
Aproveitar o potencial turístico da região também pode gerar lucro. ''A região do Cantu tem um potencial pouco desfrutado. Há usinas, lagos, rodovias e uma ferrovia que facilitam o transporte e podem atrair turistas que vão de Curitiba à Foz do Iguaçu'', ressaltou o agrônomo.
Segundo o agrônomo Antônio Carlos Rodrigues da Silva, o analfabetismo foi o que mais influenciou os prefeitos para a implantação de um projeto. Hoje, as prefeituras realizam ações vigorosas para combater a desinformação da população. Os programas de saúde da família também tiveram a cobertura ampliada. ''O treinamento intensivo feito em Londrina, onde foram abordadas questões técnicas, de planejamento estratégico e trabalho em equipe também foi apontado pelos representantes dos municípios como um fator importante do projeto'', assinalou.
Para Silva, a comunidade percebeu que a solução está em suas mãos e que precisa criar um jeito novo para solucionar os problemas. ''Não basta ter boas idéias. É preciso encarar que problemas complexos requerem soluções bem elaboradas'', concluiu. (M.G)





