Considerada referência nacional, principalmente pelo projeto de coleta seletiva, Londrina implantou há cinco anos a Central de Tratamento de Resíduos (CRT), na zona sul, e desativou o aterro do Limoeiro, na zona leste. A CRT tem previsão de vida útil de 25 anos e recebe apenas resíduos orgânicos. Ela está com uma vala em operação e três já foram encerradas. São cinco lagoas para armazenamento do chorume.
De acordo com a gerente de resíduos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Viviane Conti, a intenção é firmar parcerias de cooperação técnica com as universidade para a implantação de projetos que auxiliem no aumento da performance do tratamento do resíduo sólido no município.
Até 2018, um sistema de pré-triagem do que vai para compostagem deve ser implantado para aumentar a vida útil do aterro. Está em estudo também uma parceria para a utilização do gás metano.
"Londrina está avançado em comparação com outros municípios da região. O modelo de coleta seletiva é referência nacional", afirma. No entanto, segundo ela, o manejo do lixo não é barato e a taxa de lixo paga pelo contribuinte não cobre as despesas.
Em 2013, a CMTU apresentou um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) do aterro do Limoeiro ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A implantação do plano estava prevista para este ano, mas de acordo com a Companhia, em função dos estragos das chuvas de janeiro, os recursos previstos foram destinados para outros fins. (A.M.P.)

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