Modelo agredida quase perde visão
O 12 de fevereiro deste ano ficou marcado para sempre na vida da modelo londrinense Karla Carolina Souza Leite, 24 anos. Neste dia, ela viveu uma de suas piores experiências: quase perdeu a visão após ser agredida numa boate. Da experiência ruim restaram as cicatrizes e a sabedoria de que sair à noite requer alguns cuidados. Passado o susto, porém, ela diz que a vida é muito boa para se cultivar sentimentos negativos.
O rosto lindo e exótico e a pele perfeita de Karla não demoraram para chamar a atenção do exigente mercado publicitário asiático. De volta a Londrina em fevereiro deste ano, ela decidiu comemorar o aniversário de uma amiga em uma boate da cidade antes de retornar para São Paulo, onde pretendia fechar mais um contrato na já promissora carreira de modelo. Era feriado de Carnaval. Mas a noite que deveria ser só de alegria a marcaria para o resto da vida.
Karla conta que após perceber que alguém lhe havia jogado uma pedra de gelo nas costas, virou-se e tudo aconteceu muito rápido. Tanto ela quanto o namorado foram atacados no rosto com copos de vidro. Em poucos instantes, estavam ambos encharcados de sangue. Ele levou mais de 30 pontos na face. Ela, além de um profundo corte na mão esquerda, foi ferida gravemente no olho direito. O ferimento já lhe rendeu três cirurgias, tirou-lhe 50% da visão e trouxe interferências profundas em sua carreira. Os agressores, dois homens e uma mulher, respondem a um processo na Justiça.
Desde então, Karla diz que passou a ter pânico de lugares muito lotados. Não deixou de ter vida social mas agora observa com mais cuidado quem está ao seu lado e se afasta ao menor sinal de perigo.''Quando chego em um lugar, costumo olhar até se as pessoas estão usando copo de vidro ou descartável'', revela. Assim, aponta, sente-se mais segura. Também passou a privilegiar programas mais amenos, como jantar com o namorado ou assistir a filmes. Em casa, a mãe sabe sempre onde, com quem está e que horas deve voltar.
Karla opina que o sentido da diversão atualmente mudou. Para ela, os jovens hoje ''querem mais ver e serem vistos'' do que propriamente se divertirem. ''Acho que não custa nada se afastar ou ir embora quando alguém tenta arrumar confusão com você'', fala. E mesmo com todos os transtornos que teve, Karla garante que aprendeu a não cultivar o ódio ou vingança. ''Agora, só quero viver minha vida'', aponta a modelo. (L.A.)





