Mocó ainda espera solução
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segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
O procurador-geral do Município, Carlos Roberto Scalassara, informou ontem que até quinta-feira pretende entrar com uma ação cível pedindo a demolição do ``mocó da Rua Duque de Caxias``, um dos mais antigos da cidade. O local, abandonado e insalubre, serve de abrigo para adolescentes e adultos usuários de drogas. Ontem, venceu o prazo de cinco dias úteis para o proprietário do terreno, o empresário Ariovaldo Ferraz de Arruda, tomar providências para melhorar o estado de conservação do local.
O procurador ressaltou que pretende pedir que a demolição seja deferida antes do final do processo, diante da gravidade do problema. Na semana passada, houve denúncia de que pessoas que ocupam o mocó estariam cobrando ``pedágio`` de moradores da região para não praticarem atos de violência. Autorizada judicialmente, a demolição deverá ser cumprida pelo município, mas custeada pelo proprietário do terreno que também deve cobrir todas as custas do processo.
O nome de Ariovaldo Ferraz de Arruda consta na Certidão de Registro de Imóveis (CRI) mas, em recurso apresentado após a notificação judicial, o empresário informou que há cinco anos teria alienado o terreno a terceiros e que não saberia informar sobre a não-regularização da documentação. Recentemente, Arruda teve a sua prisão decretada por suspeita de liderar o cartel de combustíveis em Londrina e encontra-se foragido.
A Folha não conseguiu falar, ontem à tarde, com a advogada do empresário.


