Londrina - Motor roncando na rodovia, procurando por aventura, enfrentando, sem medo, tudo o que há pelo caminho: não faltam aventureiros por aí. Em Londrina, uma dupla de amigos decidiu colocar o pé na estrada, ou melhor, as rodas da Teneré e da Boulevard, em busca da cidade perdida dos incas, Machu Picchu. Serão mais de 15 mil quilômetros rodados em mais de um mês de viagem até o Peru.
A primeira parada da dupla formada pelo cinegrafista londrinense Claudiomar Zederino, 48 anos, e pelo funcionário público catarinense Alvaro Socha, 50, seria Foz do Iguaçu. De lá, eles cruzariam a fronteira paraguaia, com destino a Assunción. Passando por Corrientes, chegariam a Salta, na Argentina, "onde pegaremos o famoso trem do céu, locomotiva que passa por 21 pontes enquanto sobe a montanha e que sobe tão alto que chega a encontrar as nuvens", descreveu Socha. "Sempre tive o sonho de conhecer Machu Picchu e esta será minha primeira aventura internacional", disse ele, que convidou vários companheiros do motoclube Mercenaries, de Florianópolis (SC), mas encontrou apenas no velho amigo londrinense a companhia para a empreitada. A viagem começou dia 24 de maio e não tem data para terminar. Segundo Socha, "existem inúmeras maneiras de chegar até Machu Picchu, mas de moto é diferente, a adrenalina é muito maior". Para a dupla, a principal dificuldade será atravessar a Cordilheira dos Andes e o Deserto de Atacama. "A família fica angustiada, mas a adrenalina compensa qualquer dificuldade", justificou Zeferino.

Sozinha
Quando colocou na cabeça que queria conhecer a "velha montanha", a jornalista Milena Sivolani Miziara, 35 anos, não se abalou nem com a desistência da companheira de viagem e partiu sozinha para o Peru, há cinco anos. Mochila nas costas, dinheiro no bolso, passagem de avião em mãos, -"fiquei com medo de tomar o trem da morte sozinha", justifica- e lá foi Milena se aventurar pela América Latina.
"Desde pequena sonhava em conhecer Machu Picchu, então comprei o guia do viajante independente, conversei com amigos que foram para lá, preparei um roteiro próprio e fiquei por lá 16 dias", lembra. "Foi bem louco, porque não tinha reserva em pousada nem hotel. Chegava no lugar e escolhia onde iria dormir na hora, da lista de sugestões do guia." No caminho, Milena viajou alguns trechos de ônibus e conheceu muita gente. Para ela, viajar de mochila, além de ser mais barato, proporciona maior liberdade de escolha. "A dica é ler e pesquisar bastante sobre o local, seja em guias, na internet ou conversando com quem já foi para o mesmo destino. E não é preciso muito tempo para preparar um roteiro, basta saber o que quer", ensina a aventureira.

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