Carlos AlmeidaProtesto de bóias-frias durou cerca de 3 horas e os manifestantes não chegaram a bloquear a rodoviaCerca de 350 trabalhadores rurais volantes fizeram ontem pela manhã um protesto na BR-369, em Cambará. Eles querem a isenção do pedágio por não admitirem pagar R$ 12,40 por dia (ida e volta), ocupando a estrada em apenas 12 quilômetros.
O protesto, que durou cerca de três horas, foi pacífico e os manifestantes não chegaram a bloquear a rodovia. Por volta das 9 horas, o diretor de operações da Econorte, Júlio Follkernand, liberou provisoriamente a passagem para os bóias-frias.
‘‘A soma no final do mês chega a R$ 372,00 para ser rateada entre os trabalhadores. Cada um deles recebe R$ 6,00 por dia de trabalho. Não há condições’’, alegou o motorista Natálio Evangelista de Pina, um dos líderes do movimento. Ele espera que o governo do Estado ‘‘volte os olhos’’ para trabalhadores volantes. Pina comentou ainda que já pagou uma licença para transportar os trabalhadores de R$ 88,89. ‘‘É um absurdo. No ano passado, a taxa era de R$ 13,00’’.
O presidente da Econorte, Gustavo Mussnich, afirma que a concessionária está aberta para reivindicações, desde que sejam fundamentadas e legais. ‘‘Por enquanto, ninguém nos procurou para negociações concretas’’, disse. Mussnich orientou ainda os trabalhadores volantes ou os ‘‘gatos’’ (contratadores) para que procurem a empresa ou sindicatos a que são vinculados para evitar maiores transtornos. ‘‘Enquanto isso, eles pagam a tarifa’’.
O prefeito de Cambará, Mohamad Ali Hamzé (PMDB), se posicionou contra o pedágio e disse que está viabilizando uma opção para os usuários de Cambará. ‘‘É um absurdo cobrar pedágio de uma estrada que foi construída há 40 anos. Vamos estudar um desvio o mais rápido possível’’.
Bloqueio Políticos, empresários, sindicalistas e motoristas dos municípios da região norte do Estado realizam hoje, a partir das 7 horas, um protesto na praça de pedágio de Jataizinho. Eles pretendem bloquear a rodovia contra a cobrança de pedágio, nos dois sentidos.
Os organizadores do protesto garantem que ele será pacífico, como o que foi realizado no início de maio, mas sem o bloqueio da rodovia. Uma das reclamações é que o governador não quis se reunir com o movimento estadual suprapartidário contra a cobrança e que iniciou os serviços sem consultar a população regional que utiliza Londrina como centro de compras e serviços. (Colaborou Alexandre Sanches)

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