Curitiba - ''O que está faltando aos motoristas é amor'', diz a empresária Cristiane Yared, uma das organizadoras do ato ecumênico que vai marcar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. A mobilização acontece hoje, às 10h30, no Parque Barigui, e tem como objetivo humanizar as estatísticas assustadoras da violência nas ruas e estradas.
Cristiane é mãe de Rafael Yared, uma das duas vítimas do acidente de carro causado em maio pelo ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho. Justamente por conta da grande repercussão do caso, Curitiba foi a capital brasileira escolhida para celebrar a data neste ano.
Para Cristiane, a redução do número de mortes no trânsito só será alcançada com a combinação de dois fatores: a promoção de campanhas maciças por parte do governo e a criação de leis mais severas. ''Quem quiser matar alguém no Brasil, mata dirigindo. Porque, no máximo, essa pessoa vai pagar cestas básicas ou gastar horas de trabalho voluntário'', afirma.
No mundo todo, o trânsito mata, anualmente, cerca de 1,3 milhão de pessoas. A estatística levou a Assembléia Geral das Nações Unidas a aprovar, em 2005, uma resolução conclamando todos os países a definir o terceiro domingo de novembro como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito.
O tema da mobilização deste ano é ''A Década Global de Ações para a Segurança no Trânsito''. Trata-se de um compromisso formal em torno da criação de políticas públicas em defesa da segurança no trânsito e da prevenção das mortes e dos traumas nas ruas e estradas.
Uma das recomendações contidas no documento é a que define o período entre 2010 e 2020 como ''A Década Mundial da Segurança Viária''. Nesses dez anos, os países deverão promover ações para reduzir em 50% os índices de vítimas fatais por acidentes.

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