A APP-Sindicato de Maringá não conseguiu mobilizar a categoria para uma manifestação programada para ontem na Praça Raposo Tavares, centro da cidade. Pouco mais de 60 servidores se concentraram na sala da entidade, em um edifício comercial na frente da praça, mas acabaram não descendo para a manifestação. No palco da Raposo Tavares apenas os pastores evangélicos que todas as tardes fazem pregação falavam para um pequeno grupo de pessoas.
Ontem a APP-Sindicato anunciou uma adesão de 70% na região de Maringá, que tem 109 escolas estaduais. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a discussão girou em torno do repasse dos 30% da essencialidade repassada sobre a folha de pagamento pelo governo do Estado. O valor, de pouco mais de R$ 900 mil, deve ficar apenas aos servidores do Hospital Universitário e alguns setores do campus, que garantem alguns serviços.
A assembléia realizada anteontem e que prosseguiu ontem, decidiu deixar para o Conselho de Administração (CAD) a tarefa de distribuir os 30% da folha. O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar) também decidiu ingressar no Tribunal de Justiça com mandado de segurança pelo pagamento integral dos salários dos servidores. Os dirigentes da entidade alegam que assim como os professores estaduais e federais, que conseguiram o repasse integral dos salários, os servidores de Maringá também querem o mesmo direito já que o movimento grevista é legal.

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