Mobilização contra febre amarela
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terça-feira, 18 de março de 2008
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A Secretaria de Saúde do Paraná vai intensificar a vacinação contra febre amarela na região de Londrina a partir do dia 7 de abril. O anúncio foi feito pela 17 Regional de Saúde durante reunião nesta segunda-feira, com a participação dos 21 municípios que a integram. Além de Londrina, serão intensificados os trabalhos de vacinação nas regionais de Ivaiporã, Apucarana, Maringá, Paranavaí, Cianorte e Umuarama, em um total de 127 municípios. A medida foi tomada depois da confirmação de dois casos autóctones (contraída dentro do Estado) da doença no último dia 11.
Os casos ocorreram em Laranjal (170 km a oeste de Guarapuava). Um rapaz de 27 anos teve a doença confirmada por exame laboratorial, e seu irmão, de 35 anos, que apresentou os mesmos sintomas, morreu no dia 29 de fevereiro sem realizar os exames. Porém a análise clínico-epidemiológica diagnosticou como morte causada pela febre amarela. Além dos dois casos de Laranjal, o Paraná confirmou outros dois (um em Curitiba e outro em Maringá), mas os pacientes tinham viajado para regiões brasileiras onde o risco da doença era grave.
No dia em que foi confirmada a morte de uma das vítimas, o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, havia declarado que na área urbana da chamada área de transição (onde estão municípios como Londrina) seriam priorizadas apenas as pessoas que circulam pela zona rural, já que não há circulação urbana do vírus. Ontem, porém, o chefe da 17 Regional, Adilson Castro, informou que na área rural os agentes de saúde irão visitar casa por casa para aplicar a vacina, e na zona urbana destes municípios toda a população não vacinada será incentivada a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os veículos de comunicação, igrejas e outras instituições serão convidados a ajudar na mobilização da população.
De acordo com Castro, a população atendida pela 17 Regional é de 850 mil habitantes. Estima-se que 86% destas pessoas estejam em dia com a cobertura vacinal. ''Temos, portanto, 118 mil pessoas para vacinar.'' Ele informou que o Estado vai fornecer todo o estoque de vacina, material descartável e logística necessários.
A gerente da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Sonia Fernandes, esclareceu que não se trata de uma campanha de vacinação. ''As campanhas ignoram o histórico de vacinação da pessoa e trabalham com doses extras. Neste caso iremos intensificar os trabalhos de vacinação, tendo como alvo quem nunca se vacinou ou tomou a vacina há mais de 10 anos'', esclareceu a gerente.


