Mobilização chega em Foz do Iguacu
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terça-feira, 17 de julho de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Pelos menos 60 esposas de policiais militares estão se revezando em um acampamento improvisado, montado na entrada do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Foz do Iguaçu. Segundo as organizadoras, o número de manifestantes deve dobrar até sexta-feira, prazo final do governador Jaime Lerner para avaliar o pedido de reajuste salarial dos soldados.
Sob lonas amarradas junto ao portão da corporação, mães e filhos empunhavam cartazes criticando a passividade do governo e pedindo que as reinvindicações sejam atendidas. Apesar de manter faixas presas junto às grades, o acesso continua liberado para os oficiais, segundo informações do comadante 14º BPM, tenente-coronel Ivan Vidal Graczyk. Sabemos do prazo dado pelo governador. Estamos aqui apenas para alertá-lo e também para criticar as represálias que estão ocorrendo dentro dos batalhões, comentou uma das manifestantes, Terezinha Silvério.
O acampamento começou na noite de anteontem e deve se estender pelos próximos quatro dias. Merinéia Onzi, outra manifestante que está pernoitando no local, disse que diversas mulheres da região, como em Santa Terezinha de Itaipu, Marechal Candido Rondon e Medianeira, apoiaram a ação em Foz e estão dispostas a unir forças, caso não seja anunciada alguma definição oficial. Recebemos telefonemas de outras esposas de PMs e também dos bombeiros e policiais florestais. Todas querem saber por que apenas 522 oficiais receberam a reposição enquanto o restante ficou de fora, questionou a manifestante Alice Brandão.
Atualmente, Foz do Iguaçu conta com 318 PMs, 212 bombeiros e 30 integrantes da Polícia Militar Florestal.


