"O código de trânsito é bem claro sobre direitos e deveres de ciclistas e motoristas", afirma Mário Luiz Trevelin Júnior, voluntários do Bike Anjo
"O código de trânsito é bem claro sobre direitos e deveres de ciclistas e motoristas", afirma Mário Luiz Trevelin Júnior, voluntários do Bike Anjo | Foto: Marcos Zanutto



Apesar do alto número de acidentes envolvendo ciclistas em Londrina, o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) garante que as ciclofaixas e ciclovias instaladas na cidade são seguras. "O Ippul segue o que preconiza os manuais. Em termos de localização, quando se tratam de corredores de tráfego mais intenso, não utilizamos a ciclofaixa ao lado da faixa de rolamento. Já em vias mais moderadas é possível ter uma ciclofaixa. Nos preocupamos com isso", assegura Cristiane Biazzono, gerente de Projetos Viários do órgão.

De acordo com ela, que também é engenheira civil, o município tem recebido iniciativas novas sobre o tema, como a ciclorotas. Uma instituição da zona leste abriu alguns trechos como compensação pelo impacto da construção. "É uma forma de circulação mais compartilhada com o restante dos veículos, pois o ciclista pedala na mesma faixa de rolamento. Para isso, existe apenas um alerta sinalizado na pista", esclarece. É um quilômetro de faixa deste tipo nas ruas Santa Terezinha e Santa Mônica.

Biazzono menciona que Londrina conta com 38 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas e que o projeto que calcula a construção de 318 quilômetros foi feito com base em duas pesquisas realizadas junto a ciclistas. A profissional reconhece que falta conexão entre os espaços destinados para bicicletas. "A ideia sempre foi ampliar o modo de transporte, até como uma alternativa para os trabalhadores se deslocarem. A proposta de rede cicloviária é grande. O que temos hoje não está interconectado e daí vem a reclamação", admite. "Existem muitos projetos no Ippul para isso e o município está buscando recursos", completa.

PREVISÃO
Entre os projetos que podem gerar mais ciclofaixas está o do Superbus, que contempla 15 quilômetros. Para os próximos meses, está prevista a implantação de cerca de dois mil quilômetros. Uma parte, 1.360 metros, está sendo construído na avenida Europa, na zona sul, em forma de ciclofaixa. O restante será concentrado na rua Tanganica, também na região sul. Neste, falta a finalização da execução de ciclofaixas. Uma universidade deverá fazer mais um trecho de ciclovia no canteiro central da avenida Dez de Dezembro.

Terceira via com mais acidentes com ciclistas, a avenida Saul Elkind, na zona norte, tem uma proposta de 5,8 quilômetros. "A primeira fase foi interrompida em razão da empresa que venceu a licitação abandonar a obra. A prefeitura revisou o projeto e vai licitar o restante para ser finalizada, com o mesmo recurso, proveniente do Ministério do Turismo."

Com o Plano de Mobilidade Urbana e Plano Diretor em debate, Cristiane Biazzono considera o momento ideal para discussão sobre o tema ciclismo. "O município tem se esforçado para tornar cada vez mais viável a possibilidade das pessoas abandonarem veículos particulares. O maior desafio é buscar recursos para tornar isso realidade", justifica. No ippul.londrina.pr.gov.br existe uma relação com todas as ciclofaixas e ciclovias de Londrina, além de pesquisas.

RODOVIA
Na PR-445, um grupo de ciclistas cobrou o governo do Estado para a construção de ciclovias na duplicação de 17 quilômetros da rodovia, no limite entre Londrina e Cambé. Na época, o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) se comprometeu a fazer ciclofaixas, o que não aconteceu. Por meio de nota, a Secretaria de Infraestrutura e Logística alegou que "não havia previsão de ciclovias no trecho duplicado da PR-445 já entregue e que não haverá ciclovias no trecho que começará a ser duplicado até o distrito de Irerê". Há apenas 1,3 quilômetro de ciclovia na rodovia, entre o conjunto Jamile Dequech e o jardim União da Vitória.

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