MOBILIDADE - Mulheres são beneficiadas em outros municípios
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Um dos primeiros municípios a implantar uma lei que permite o desembarque de mulheres fora dos pontos de ônibus no Paraná foi Cascavel (Oeste). Segundo a gerente da divisão de transporte da Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito de Cascavel, Larissa Carla Boeing da Silva, a lei é de 14 de junho de 2012 e prevê que as mulheres podem desembarcar em qualquer local a partir das 22 horas. "A motivação foi a segurança das usuárias. Com certeza trouxe benefícios para que a pessoa faça parada perto da residência", aponta.
Segundo Larissa Carla, não foi feita a mensuração nem antes e nem depois da lei ser promulgada, por isso não há um controle sobre o número de usuárias beneficiadas, por exemplo. Ela conta que em 2012 a lei foi divulgada com a colaboração dos meios de comunicação. "Nos ônibus ela foi feita através de adesivos. As próprias empresas operadoras tiveram a incumbência de fazer isso", observa.
O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Cascavel, Lauri Albino da Silva, cobra que a medida seja adotada também para os usuários com necessidades especiais. "Sei que tem lei que beneficia as mulheres e gostaria que existisse uma para as pessoas com necessidades especiais também. Hoje, a maioria dos motoristas eu conheço para onde eu peço, mas como não há uma lei depende da boa vontade deles."
Em Maringá (Noroeste), o projeto que permite o desembarque fora dos pontos de ônibus por mulheres após as 22 horas foi elaborado pelo atual prefeito, Ulisses Maia, quando era vereador. Segundo o assessor jurídico da empresa Transportes Coletivos Cidade Canção, Giuliano Willian Neves, a lei é de 2014 e também só trata do desembarque das usuárias. Questionado se existe a intenção de ampliar o benefício para idosos e deficientes, Neves aponta que isso já é realizado na prática. "Como as pessoas que utilizam os ônibus são regulares, os motoristas criam um vínculo, um relacionamento com eles. Por questão de segurança já faziam essa benesse ao passageiro antes mesmo de ter a lei", afirma. Ele ressalta, no entanto, que essa prática se aplica apenas no desembarque. "Não fazemos isso no embarque e não tenho lembrança na empresa de reclamação por não embarcar fora do ponto. Por outro lado, é atendida a solicitação para parar em local mais próximo e mais seguro do destino do usuário após as 22 horas", explica.
Em Umuarama (Noroeste) também é permitido o desembarque diferenciado às mulheres, depois das 22 horas. O gerente operacional de Transporte Coletivo Urbano de Umuarama, Emerson Fabiano Miloca, aponta que a criação da lei em Londrina permitindo o benefício a pessoas com deficiência e idosos pode gerar a a possibilidade de implantar o mesmo no município.
"Esse estudo pode levar de dois a três meses. Temos que analisar a malha viária da cidade, mas independentemente de ter lei ou não, se a empresa tiver condições pode implantar", afirma o gerente operacional. Segundo ele, ainda não houve nenhum tipo de reclamação. "Administrativamente não temos nenhum registro em relação a isso", argumenta.


