MOBILIDADE - Calçadas sem conservação em Londrina
Uma cidade de ruas e calçadas bem cuidadas. Esta definitivamente não é a realidade de Londrina. A começar pelas ruas, que estão longe de receberem atenção que merecem do poder público. Mas as calçadas são responsabilidade do proprietário do terreno. Andando pela cidade é fácil encontrar calçadas esburacadas, cheias de material de construção, com mato e terra. A reportagem encontrou até casas que invadiam as calçadas ou que simplesmente não deixam passagem para os pedestres. Em algumas situações, o espaço é deixado para o depósito do lixo e os pedestres não têm outra opção a não ser andar pela rua.
Londrina tem uma lei municipal, aprovada em 2008, que define um padrão no caso das calçadas. Apesar da legislação ser elogiada pelos arquitetos e engenheiros, ainda falta muita adequação. A lei é uma das melhores do país, é bem explicada, boa tecnicamente, é detalhada, mas não é aplicada e nem fiscalizada pelo município, destacou André Sell, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) Paraná e vice-presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal).
Para ele, o que falta é cidadania, afinal, a alteração na calçada interfere na vida de todos. Hoje, do jeito que está, cada um faz a calçada de acordo com o seu gosto. Uma mudança neste comportamento depende de uma ação mais intensiva da prefeitura. É necessário incentivar e orientar as pessoas, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Agnaldo Rosa, é necessário conscientização das pessoas. Segundo ele, a obrigação de manter a calçada é do cidadão. O poder público tem que se estruturar e exigir que se cumpra a lei, afirma. As pessoas precisam entender que cada um tem que ter a sua responsabilidade.
● Não devem andar nas ruas e, antes de atravessá-las, é preciso prestar atenção ao movimento dos veículos, certificando-se que estão sendo vistos
● É o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive





