Mistério cerca morte de jovem no Igapó
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terça-feira, 14 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Suicídio, acidente ou homicídio? Caberá ao delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim Mello, apurar as causas da morte de Fabiana Aparecida Crespilho da Silva, de 21 anos, que faleceu ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina. Na madrugada do dia 2 de dezembro, a jovem teria atentado contra a própria vida, se jogando no Lago Igapó I (zona sul), nas proximidades da barragem. Essa versão, porém, é contestada pela mãe de Fabiana, Fátima Crespilho da Silva, que afirma que a filha foi jogada no lago por uma amiga.
Fátima, que é de Marechal Cândido Rondon (90 km a oeste de Cascavel), contou a uma emissora de TV local que num dos momentos de lucidez, a filha teria confessado que na noite da queda ela havia saído com duas amigas e um amigo de nome Márcio Alves, que seria advogado. Eles teriam tomado algumas caipirinhas numa lanchonete próxima ao lago. Na madrugada, o grupo decidiu ir caminhar próximo à barragem quando teria havido uma discussão entre Fabiana e uma amiga, cujo primeiro nome seria Érica.
Durante o desentendimento, a amiga teria empurrado Fabiana no lago, numa parte pouco profunda mas cheia de pedras. A jovem se chocou com violência contra as pedras e ainda bebeu muita água. A força do impacto provocou sérias lesões na coluna de Fabiana, que ficou tetraplégica, segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa. ''(Dias antes do acidente) minha filha me ligou dizendo que ia passar o Natal em casa'', afirmou Fátima, completando que Fabiana não teria motivos para tentar se matar.
Fabiana, segundo a assessoria, foi transferida para a UTI poucos dias depois de dar entrada no hospital. Na última sexta-feira, ela apresentou hipotensão (queda drástica da pressão arterial) e teve agravada uma infecção. À 1h40 de ontem, ela não resistiu e teve uma parada cardiorespiratória. O corpo seguiu ontem para Marechal Cândido Rondon, cidade onde mora a família, e o sepultamento será realizado às 8 horas de hoje.
A Folha apurou que Fabiana veio a Londrina há cerca de cinco meses para trabalhar com a irmã de Érica, de nome Vanessa, que possui uma empresa de organização de eventos. As duas moravam juntas em um apartamento no Jardim Petrópolis (zona sul). O contrato de locação foi feito no nome de Fabiana. A reportagem procurou as irmãs ontem à tarde no prédio, mas elas não foram encontradas. A reportagem também não conseguiu localizar Márcio Alves, citado na entrevista de Fátima.
Foi instaurado um inquérito policial no 4º DP para apurar as circunstâncias da morte. Porém, o delegado está de férias e não havia ontem outra pessoa autorizada a dar informações sobre s investigações. Se o homicídio for comprovado, será o 10º assassinato do ano. (veja matéria ao lado).


