Mistério ainda envolve morte de brasileira
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segunda-feira, 07 de setembro de 1998
Adriana Ribeiro 
Um mês já se passou desde que foi encontrado o corpo da curitibana Luciene Ribeiro de Paula, morta no Chile, mas muitos mistérios ainda envolvem o crime. Mesmo com o envio de cópias de documentos, o corpo não foi identificado, e por isso não pode ser liberado para ser transladado ao Brasil, onde a família aguarda para o sepultamento.
Em Curitiba, a mãe de Luciene, Maria José Ribeiro de Paula, reclama que o Consulado do Brasil no Chile afirmou que poderia ajudar na liberação do corpo, desde que a família enviasse cópias de documentos que tivessem a impressão digital. Mandamos a xerox da identidade, e agora eles reclamam que está ilegível, conta.
Mesmo assim, na quarta-feira passada, um homem chamado Ernandez, que ela não soube dizer a que instituição era vinculado, teria telefonado para a família avisando que o corpo seria liberado na última sexta-feira, o que não aconteceu.
Apesar dos embaraços que vêm envolvendo a liberação, Maria conta que é aconselhada a não ir ao Chile para buscar o corpo da filha. A demora faz com que ela já pense que Luciene não está morta. E se isso for verdade, ela está sendo obrigada a ficar escondida, diz.
Desde que recebeu a notícia da morte de Luciene, a família vem vivendo um drama. Sem recursos, pediu apoio a um amigo para preparar o sepultamento. O cemitério escolhido fica em Ferraria, na Região Metropolitana de Curitiba.
No final do mês passado, os pais de Luciene também entraram na Justiça com um pedido de guarda da filha de Luciene, Vanessa, que está sob os cuidados da família do marido da mulher morta, Aristóteles Smoraleck, que teria registrado a menina mesmo sabendo que não era filha dele. Para assegurar a vitória, Maria diz que o verdadeiro pai da criança, José Divonzir dos Santos, vai fazer exame de DNA.
Luciene teria viajado ao Chile com Smoraleck a turismo. Mas no dia 5 de julho, ela desapareceu, e mesmo sem notícias, Smoraleck retornou a Curitiba.


