Missionário é acusado de desviar R$ 6 milhões
Depois de prever a volta de Jesus Cristo para o arrebatamento, que aconteceria na última semana de 99, o missionário Miranda Leal conseguiu chamar a atenção por um bom tempo. No dia 10 de dezembro do mesmo ano, ele anviou uma carta de Londres alegando problemas de saúde e pedindo afastamento da Igreja Só o Senhor é Deus, que fundou 25 anos antes.
As pessoas que assumiram a direção da igreja denunciaram Miranda Leal pelo desvio de R$ 6 milhões e outros bens. O dinheiro era meu, que arrecadei com a venda de produtos de divulgação da igreja, alega o missionário. Ele argumenta ainda que os bens, inclusive a Rádio Difusora de Londrina, são pessoais. A Justiça concedeu liminar para que a igreja administre a rádio, mas nem os órgãos que regulamentam o setor permitem uma igreja dirigindo uma emissora, diz.
Miranda Leal critica também as denúncias feitas pelos dirigentes da Só o Senhor é Deus. Na Justiça comum eles dizem que o dinheiro é da igreja e na Justiça Federal que eu soneguei. É uma contradição, defende-se. Ele promete ir até as útlimas instâncias judiciais para provar que tem razão e para retomar a direção da igreja.
O missionário falou sobre a denúncia de uma ex-empregada sua, Marli Miranda Pereira da Cruz, de Mandaguaçu. Ela trabalhava na casa de Miranda Leal, mudou-se com ele para o Rio de Janeiro e no final do ano passado saiu do emprego. Marli diz que recebeu R$ 38 mil como indenização pelo trabalho, e que depois Miranda Leal a denunciou por furto. O dinheiro era para nossa missão na Argentina, estava guardado em nosso apartamento e ela se apossou, alega o missionário. O caso também está na Justiça. Não daria um valor assim alto nem para um filho, afirmou Miranda Leal. (M.Z.)





