A Polícia Civil de Mogi Mirim (SP) prendeu ontem por volta do meio-dia o missionário Saul Portes dos Reis, 54, que é acusado de abuso sexual por três mulheres e cinco adolescentes de Campo Mourão. Portes era responsável pela Igreja do Senhor Jesus - Pavilhão da Fé e estava foragido desde março, quando teve prisão decretada em Campo Mourão.

Segundo a polícia de Mogi Mirim, Reis estava morando na casa da mãe dele, na periferia da cidade, e não ofereceu resistência à prisão. A informação de que o missionário foragido estava em Mogi Mirim foi repassada de forma anônima à polícia local. No final de semana eles obtiveram cópia do mandado de prisão e montaram campana em frente à casa da mãe de Reis.

As informações da polícia de Mogi Mirim são de que o missionário quase não saía de casa e não estava envolvido com nenhuma outra religião. Ele deve ser transferido para Campo Mourão. As vítimas do missionário contaram à polícia de Campo Mourão que mantinham relações sexuais com Reis durante ''consultas espirituais'' no templo da igreja.

De acordo com as adolescentes, o missionário mandava que elas tirassem a roupa para que fossem ungidas. Ele falava em ''exigência divina'' e dizia que fazia carícias por ''imposição de Deus''. Num dos casos, Reis foi acusado de manter relações com uma mulher e duas filhas dela, uma de 15 e outra de 17 anos. Uma das menores que denunciou o missionário tem apenas 13 anos.

O templo do Pavilhão da Fé, ainda em construção, foi colocado à venda. A igreja também tinha uma tenda que percorria os bairros da cidade. Um programa diário no rádio, apresentado pelo missionário, nunca mais foi ao ar. Segundo a polícia, os abusos sexuais começaram um ano antes da denúncia, quando a igreja ainda funcionava num prédio em frente à delegacia.

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