Duas missas celebradas simultaneamente, ao meio-dia de ontem, lembraram o assassinato de mulheres na história recente de Londrina. No Hospital Universitário (HU), funcionários aproveitaram o horário de almoço para rezar pela enfermeira Suely Aparecida de Souza, cuja morte completa um ano no próximo dia 31.
Funcionária do setor de Hemodiálise do HU, Suely foi vítima de uma bala perdida quando jantava com a família em uma pizzaria do Jardim Monte Belo, na Zona Sul de Londrina. O crime foi solucionado, mas amigos e familiares querem que a morte da enfermeira sirva para mobilizar a sociedade em prol da paz. A missa no HU foi improvisada de forma simples em uma sala do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Até pacientes, vestidos com aventais hospitalares, participaram do ato.
Já na Catedral Metropolitana de Londrina, centenas de pessoas se reuniram para lembrar as mortes da estudante Amanda Rossi e da balconista Celina Scudeler. A primeira foi asfixiada em 29 de outubro no ano passado, dentro de um campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Até hoje o assassino não foi identificado. Celina foi morta com um tiro na nuca dentro de casa, no final de novembro de 2007.
''Não podemos deixar esses casos caírem no esquecimento. Amanda era uma pessoa muito especial para nós da família, mas a maneira como ela morreu abalou muita gente que nem a conhecia, abalou o Brasil'', afirmou uma prima da estudante, Maria Aparecida de Souza.
Depois da missa, parentes e amigos das duas vítimas seguiram em passeata no entorno da Catedral, segurando faixas e pedindo justiça. No dia 31, está programado um novo manifesto pela paz, dessa vez em frente ao Hospital Universitário.

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