Missas e manifestações no Dia do Trabalho
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quinta-feira, 01 de maio de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
O Dia do Trabalho em Londrina foi marcado por comemorações, missas e reflexões organizadas por representantes de classes e trabalhadores que levantaram cedo e enfrentaram o frio do feriado de quinta-feira. Na Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral, dezenas de pessoas se concentraram em um ato público, encabeçado por representantes das Comunidades Eclesiais de Base.
O ato busca resgatar a celebração do Dia do Trabalho, que para os organizadores deve ser um dia de luta e conquistas. As manifestações lembraram a luta de milhares de trabalhadores, principalmente os do campo. As mãos sujas de terra que foram esfregadas no pano branco pendurado numa cruz indicam a união dos trabalhadores que, juntos, querem construir um mundo melhor.
''Precisamos que a riqueza deste País seja melhor distribuída para que as pessoas possam viver com mais dignidade'', afirmou o assessor das Comunidades Eclesiais de Base, padre Jorge Pereira de Melo. Ele ressalta que o trabalho dignifica homens e mulheres e que, por isso, ''as classes precisam se unir para organizar uma sociedade mais justa''.
O padre ressalta que os programas de sociais e de assistência aos trabalhadores deveriam servir apenas de apoio aos que estão desempregados. ''Deveriam ser apenas emergenciais, preparando os trabalhadores para entrar no mercado de trabalho'', afirma.
A manifestação teve também a participação do Sindicato dos Bancários, representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que hoje luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário.
O ato foi encerrado com uma missa especial para os trabalhadores na Catedral de Londrina.
Na Paróquia São José Operário, no Jardim Leonor (Zona Oeste), uma missa especial também lembrou a luta dos trabalhadores. Com a igreja lotada, os fiéis acompanharam durante o ofertório a entrada de trabalhadores caracterizados com seus uniformes e instrumentos de trabalho. Bombeiros, cabeleireiros, eletricistas, professores, pedreiros, cortadores de cana e vários outros profissionais foram homenageados pela luta e dedicação. No altar, alimentos produzidos pelo homem do campo e que seriam distribuídos à comunidade carente do bairro.
O padre da Paróquia, Antônio Jorge Naufel, relembrou na homilia a luta do operário São José, que dá nome à Igreja. ''Carpinteiro, ele mostrou o valor do trabalho e até hoje serve como exemplo para todos os fiéis. Com sua profissão, foi um exemplo de dedicação ao trabalho.'' Na oração da comunidade, os fiéis pediram a benção a todos os trabalhadores desempregados. A missa foi celebrada com a participação do coral sertanejo da paróquia, que há sete anos adapta letras de músicas sertanejas para a realidade da Igreja.


