Missão alemã examina Pró-Atlântica
Uma missão do banco alemão KfW (Kreditanstal fur Wiedeaufbau) está em Curitiba para acompanhar o andamento do Pró-Atlântica, o maior programa exclusivamente ambiental desenvolvido no Paraná com recursos externos. Durante quatro dias, os integrantes da missão recebem informações sobre o andamento do programa, que tem como objetivo a proteção da Mata Atlântica.
A missão é a oitava enviada pelo banco alemão para ver de perto o desenvolvimento do Pró-Atlântica. Os técnicos visitarão a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Batalhão de Polícia Florestal, executores do programa. Além de analisar o que já está sendo feito, a missão vai discutir com os técnicos paranaenses as próximas etapas de trabalho.
Lançado em junho de 97, o Pró-Atlântica é resultado de uma parceria entre a Alemanha, por meio do seu agente financiador, o banco KfW, e o governo do Paraná. Até 2002, o para ampliar a capacidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, IAP e Polícia Florestal na preservação e recuperação da Floresta Atlântica no Paraná. Do total a ser investido, R$ 13 milhões correspondem a doação do Banco KfW e R$ 7 milhões a contrapartida do governo paranaense.
O programa abrange uma área de cerca de 12 mil quilômetros quadrados da Serra do Mar, planície litorânea e Vale do Ribeira. Regiões cujo potencial econômico está ligado à Floresta Atlântica por intermédio do turismo e do comércio ou da exploração florestal. Essas atividades vêm propiciando sérias agressões ambientais, entre elas desmatamento, caça, extração de palmito, mineração, atividades agropecuárias, queimadas e descargas de lixo e esgoto.
Ações de emergência - Como resultado dos planos de ação a curto prazo, vem sendo realizado trabalho emergencial de fiscalização para evitar a retirada de palmito e outros subprodutos florestais, assim como a caça ilegal. O Pró-Atlântica também já está promovendo a regularização fundiária de áreas importantes como as do Parque Estadual das Lauráceas e da Estação Ecológica de Guaraguaçu, de modo a garantir a posse dessas áreas ao Estado.
Também já está em andamento o trabalho de formação de bases cartográficas de toda a região de abrangências do programa. Os órgãos responsáveis diretamente pela preservação da Mata Atlântica estão sendo equipados com computadores, veículos adequados ao trabalho na região. Cursos de treinamento preparam técnicos e soldados de polícia florestal para o desenvolvimento do programa.





