A Cúria Metropolitana de Curitiba realiza, nesta sexta-feira, missa de um ano de morte da Madre Tereza de Calcutá. A cerimônia, que acontece na Catedral Metropolitana de Curitiba, às 18 horas, faz parte de uma campanha que a arquidiocese da cidade vem fazendo para implantar uma casa de apoio das seguidoras da Madre Tereza. A expectativa da Cúria é que até o fim do ano a casa esteja funcionando, em parceria com a prefeitura.
O assessor da administração da Cúria, Carlos Xavier de Oliveira Santos, diz que a missa será realizada pelo bispo auxiliar, Dom Sérgio Braschi, substituindo Dom Pedro Fedalto, que estará numa reunião ecumênica no Rio de Janeiro. ‘‘Apesar de D. Pedro não estar presente, ele tem um grande interesse em que a casa se viabilize, porque, com o prefeito Rafael Greca, encampou essa idéia’’, diz.
O local em que será instalada a casa e o público que atenderá ainda não estão definidos. Mas, Santos afirma que, seguindo regras da própria ordem das Missionárias da Caridade, ela será implantada em áreas mais carentes da cidade, para cuidar das pessoas mais pobres.
Santos diz que local onde a entidade funcionará será definido pela irmã provincial, Mary Gilbert, responsável pela ordem no Brasil e que visita Curitiba em outubro. O primeiro local a ser visitado será a Vila Verde, uma área de invasão localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Segundo ele, depois da visita será decidido ainda o trabalho que a casa desenvolverá. No Brasil, há dez casas das missionárias de Madre Tereza de Calcutá, que atendem crianças abandonadas, portadores de HIV, pessoas carentes, adolescentes grávidas que não querem os filhos e idosos. Carlos diz que Curitiba poderá seguir um desses exemplos ou implantar na cidade um trabalho inédito no País e que só é desenvolvido na casa da ordem que funciona dentro do Vaticano, em Roma. Antes mesmo do projeto estar pronto, a Cúria Metropolitana já está cadastrando voluntários. O trabalho começou no dia 23 e, até ontem, 48 pessoas já tinham entrado em contato para oferecer seus serviços. Entre elas, donas-de-casa, aposentados, estudantes de Comunicação Social e Psicologia, médicos e advogados.

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